Caros Leitores!
É com enorme satisfação que anunciamos a chegada de mais um reforço ao time de colunistas do AcontecendoAqui. A partir de hoje, contamos com o talento de Ricardo Azevedo, profissional com ampla e sólida trajetória na área de Tecnologia e Mídia. Parceiro do AcontecendoAqui há mais de 15 anos, Ricardo já emprestou suas competências para ajustes e evolução do portal e seus canais. Sempre atento aos movimentos de alto impacto das big techs aos negócios foco do nosso trabalho, ele tem grande parcela de contribuição em nossa trajetória.
A convite do AcontecendoAqui, Ricardo publicou recentemente artigos que demonstram sua visão e contemporaneidade sobre o universo digital e tecnológico em constante evolução, notadamente nos ecossistemas da Propaganda, da Publicidade, do Marketing e da Comunicação, áreas às quais o AcontecendoAqui se dedica há 23 anos. Confira os artigos:
22 de maio: Brand Bidding: entenda como o uso de marcas em anúncios no Google pode afetar empresas e consumidores
5 de junho: Concorrência desleal no Google: Como proteger sua marca de anúncio
Ricardo assina a nova coluna “Google Ads e Proteção de Marca”, que proporcionará muitos insights e alertas sobre os desafios que o universo da Comunicação e Marketing se deparam dia.
Seja bem-vindo, Ricardo!
Jailson de Sá
Editor
Desde 2008, minha trajetória tem sido guiada por um propósito: ajudar empresas a vender mais por meio do Google, unindo estratégia, tecnologia, dados e performance.
Como empresário, diretor da Clinks e da Suepy, acompanhei de perto a evolução do marketing digital no Brasil e tive a honra de receber reconhecimentos da própria Google por estratégias de destaque em Google Ads, além de ter projetos apresentados como cases pela aplicação de técnicas como Machine Learning, Data-Driven Marketing, Smart Bidding e Automação.
Hoje, também atuo na proteção de marcas no Google por meio da Suepy, ajudando empresas a combater práticas como Brand Bidding e concorrência desleal nos resultados patrocinados.
Sou pós-graduado em Marketing Digital pela FGV, administrador com especialização em Marketing e, nas horas vagas, Head Road Captain do HOG — Harley Owners Group.
Assumir o papel de colunista do Acontecendo Aqui é motivo de satisfação e responsabilidade. Neste espaço, compartilharei reflexões, estratégias e aprendizados sobre Google Ads, marketing digital, proteção de marcas, negócios e inovação.
Meu agradecimento ao Jailson e a todo o time do Acontecendo Aqui pela confiança.
Ricardo Azevedo
Novo Colunista do AA
ARTIGO DE ESTREIA

Agora imagine esse mesmo consumidor pesquisar sua marca no Google e, antes de chegar ao seu site oficial, encontrar o anúncio de um concorrente.
Esse é um dos efeitos mais preocupantes da concorrência desleal no ambiente digital.
No Google Ads, empresas podem comprar palavras-chave para aparecer quando alguém faz determinada busca. O problema surge quando terceiros utilizam o nome de uma marca que não lhes pertence para atrair consumidores que já estavam procurando pela empresa original.
Essa prática, conhecida como Brand Bidding, pode parecer apenas uma estratégia agressiva de mídia paga. Mas, dependendo da forma como é feita, pode gerar confusão no consumidor, desvio de clientela, aumento dos custos de campanha e aproveitamento indevido da reputação construída por outra empresa.
Como a concorrência desleal acontece
A concorrência desleal no Google geralmente começa pelo uso de palavras-chave de marca. Um concorrente configura sua campanha para aparecer quando alguém pesquisa pelo nome de outra empresa.
Na prática, o consumidor digita a marca que deseja encontrar. Porém, no topo da página, surge um anúncio patrocinado de outro anunciante. Em alguns casos, a mensagem é tão ambígua que o usuário pode acreditar que está acessando o site oficial.
Esse tipo de situação é especialmente perigoso porque acontece em um momento de alta intenção. Quem pesquisa diretamente pelo nome de uma marca normalmente já conhece a empresa, recebeu uma indicação, viu uma campanha ou está mais próximo da decisão de compra.
Quando esse tráfego é desviado, a perda não é apenas de clique. Pode ser de venda, lead, reputação e relacionamento.
Outro ponto importante é o aproveitamento parasitário. A marca original investe em branding, conteúdo, atendimento, mídia e autoridade. O concorrente, por sua vez, tenta capturar a demanda pronta no momento da busca. Ou seja, pega carona em uma reputação que não construiu.
O risco para empresas e consumidores
A concorrência desleal no Google prejudica tanto as empresas quanto os consumidores.
Para a empresa dona da marca, os impactos podem aparecer no aumento do CPC (Custo Por Clique), na queda da taxa de cliques (CTR), na perda de conversões e no crescimento da disputa por termos institucionais. Em muitos casos, a empresa passa a pagar mais caro para proteger um tráfego que já deveria ser naturalmente seu.
Para o consumidor, o risco está na confusão. Ele pode clicar em um anúncio acreditando estar acessando a empresa oficial, preencher dados em páginas de terceiros, contratar o serviço errado ou até cair em golpes que usam nomes conhecidos para transmitir confiança.
Esse cenário se agrava quando anúncios indevidos usam expressões como “oficial”, “suporte”, “segunda via”, “atendimento”, “promoção” ou “central autorizada” associadas a uma marca.
O que diz a Justiça brasileira
A Justiça brasileira já vem analisando casos envolvendo uso de marcas em links patrocinados. Em diferentes decisões, o entendimento tem caminhado no sentido de que o uso de marca alheia em anúncios pode configurar concorrência desleal quando existe desvio de clientela, confusão do consumidor ou aproveitamento indevido da reputação de terceiros.
As consequências podem incluir remoção de anúncios, obrigação de não utilizar a marca, multa, indenização e outras medidas judiciais ou extrajudiciais.
Já existem vários casos na justiça brasilieira, de sentenças aplicadas a várias empresas, que podem ser vistas aqui no site Jusbrasil
Mas há um ponto essencial: é preciso ter provas.
Prints, datas, horários, URLs, termos pesquisados, páginas de destino e registros dos anúncios são fundamentais para demonstrar a prática. Sem documentação, o problema pode parecer apenas uma suspeita. Com evidência, ele se transforma em um caso concreto.
Como proteger sua marca no Google
A primeira medida é registrar a marca. O registro fortalece a empresa em notificações, denúncias, disputas comerciais e ações judiciais.
O segundo passo é monitorar as buscas. Anúncios indevidos podem aparecer em horários específicos, regiões diferentes, dispositivos móveis ou variações do nome da marca. Por isso, pesquisar manualmente de vez em quando não é suficiente.
Também é importante gerenciar campanhas de Google Ads com atenção. Anunciar a própria marca pode ajudar a ocupar espaço na página de resultados e direcionar o consumidor para o canal oficial. Mas, se concorrentes continuam disputando indevidamente esses termos, a empresa pode enfrentar aumento de custo e perda de eficiência.
Por fim, quando houver abuso, a ação legal pode ser necessária. Notificações, denúncias ao Google, coleta de provas e medidas judiciais fazem parte da estratégia de defesa.
Nesse contexto, a tecnologia se torna uma aliada importante. Ferramentas especializadas como a Suepy ajudam empresas a monitorar o uso da marca no Google, detectar anúncios indevidos, combater práticas de Brand Bidding e gerar relatórios com evidências.
Em um ambiente onde um anúncio pode aparecer e desaparecer em poucos minutos, proteger a marca exige velocidade, monitoramento contínuo e documentação.
Afinal, quando alguém pesquisa pelo nome da sua empresa no Google, essa pessoa precisa encontrar você – não o seu concorrente.
