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Cinco Grandes Amores da Última Década
12 de Junho de 2026

Cinco Grandes Amores da Última Década

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Por Jessie Lodi 12 de Junho de 2026 | Atualizado 12 de Junho de 2026

Imagem: Reprodução – Frame do Filme: Summit Entertainment.

Os 5 melhores filmes românticos da década (2016–2026), segundo as notas do IMDb, para assistir a dois neste Dia dos Namorados. Há uma teimosia bonita em comemorar o amor num único dia do ano.

Como se o sentimento, que escorre por entre os meses sem pedir licença, coubesse num calendário, num jantar reservado, num buquê comprado às pressas na esquina.

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E, no entanto, todo 12 de junho insistimos no ritual — e fazemos bem. Porque o amor, como o cinema, é menos sobre o acontecimento e mais sobre o jeito de olhar: a forma como a câmera demora um segundo a mais no rosto de alguém, a maneira como dois corpos hesitam antes de se aproximar. Não por acaso, as maiores histórias de amor da última década nasceram justamente desse silêncio carregado, desse fôlego suspenso entre o que se quer e o que se diz.

Para esta noite, deixei de lado os clichês e fui buscar nas notas do IMDb os cinco romances mais bem avaliados de 2016 a 2026. Um musical melancólico em Los Angeles, um verão italiano que virou febre mundial, uma paixão à luz de velas na França do século XVIII, um reencontro coreano em Nova York e uma estrela que sobe enquanto outra se apaga. São filmes que não tratam o amor como destino garantido, mas como escolha, perda e milagre cotidiano. Apague as luzes, sirva o que quiser na taça e deixe que cada um deles faça o que o cinema faz de melhor: lembrar que amar, no fundo, é uma forma de prestar atenção. Confira a seleção:

La La Land — Cantando Estações

Ao chegar a Los Angeles em busca de seus sonhos, o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) e a aspirante a atriz Mia (Emma Stone) se cruzam, se estranham e acabam se apaixonando perdidamente, enquanto tentam conciliar a ambição de cada um com o amor que descobrem juntos. Damien Chazelle pega o gênero mais ingênuo do cinema — o musical — e o atravessa com uma melancolia adulta que o salva de qualquer açúcar. É um filme sobre o que o amor cobra quando colide com o sonho, e poucas cenas dos últimos dez anos doem tão docemente quanto seu epílogo, em que a vida que poderia ter sido desfila diante de nós em tons de aquarela. Gosling e Stone dançam como quem confessa, e a trilha de Justin Hurwitz gruda nos ouvidos por semanas. Vencedor de seis Oscars, é a prova de que um final feliz nem sempre é o mais bonito.

Ano 2016. Direção: Damien Chazelle. Musical, Romance, Drama. 2h08min. Disponível na Netflix, no Prime Video e no Telecine.

 

Me Chame Pelo Seu Nome

É verão de 1983 no norte da Itália, e Elio (Timothée Chalamet), um precoce rapaz de 17 anos, divide os dias entre a música, os livros e o flerte preguiçoso com a amiga Marzia — até que Oliver (Armie Hammer), o jovem e charmoso pesquisador americano que vem passar a temporada ajudando seu pai, professor renomado, desarruma tudo. Entre frutas maduras, mergulhos e silêncios elétricos, os dois descobrem um desejo que os transforma para sempre. Luca Guadagnino filma o tesão e a ternura com a mesma luz dourada, e o roteiro de James Ivory transforma o despertar amoroso num verão eterno. O monólogo final do pai de Elio — sobre não desperdiçar a dor que vem junto com a alegria de ter amado — é, sozinho, uma das páginas mais sábias já escritas sobre o assunto. Sai daqui ninguém igual a como entrou.

Ano 2017. Direção: Luca Guadagnino. Drama, Romance. 2h12min. Disponível no Telecine e para aluguel/compra no Prime Video, Apple TV e Google Play.

Retrato de uma Jovem em Chamas

Na França de 1770, a pintora Marianne (Noémie Merlant) é contratada para retratar Héloïse (Adèle Haenel), uma jovem relutante, às vésperas de um casamento arranjado, sem que ela saiba que está sendo pintada. Disfarçada de dama de companhia, Marianne a observa de dia e a recria de noite, à luz do fogo — e, à medida que as duas orbitam uma à outra, a intimidade e a atração crescem até se tornarem irrefreáveis. Céline Sciamma assina um dos filmes mais sensíveis do século, uma obra construída inteiramente sobre o olhar: quem observa, quem é observado e o instante em que essa fronteira desaba. Cada plano parece uma tela, cada gesto uma confissão. Sem um único homem em cena que importe, é um romance que arde devagar e termina num crescendo de Vivaldi capaz de partir qualquer coração ao meio. Cinema no estado mais puro da palavra.

Ano 2019. Direção: Céline Sciamma. Drama, Romance, Histórico. 2h02min. Disponível no Telecine e para aluguel/compra no Prime Video, Apple TV e Google Play.

 

Vidas Passadas

Nora e Hae Sung são amigos de infância profundamente conectados em Seul, separados quando a família dela emigra da Coreia do Sul. Doze anos depois, reencontram-se pela internet; outros doze se passam até que ele cruza o mundo para revê-la, agora em Nova York, casada e em outra vida. Em uma semana decisiva, os dois confrontam as noções de destino, amor e as pequenas escolhas que constroem uma existência. Estreia na direção da dramaturga Celine Song, o filme transforma o conceito coreano de in-yeon — a ideia de que cada encontro carrega o peso de vidas anteriores — em um dos romances mais comoventes e maduros dos últimos anos. Não há vilão, não há traição: apenas o que ficou pelo caminho. É um filme sobre os amores que não deram errado, simplesmente não deram. Prepare os lenços.

Ano 2023. Direção: Celine Song. Drama, Romance. 1h46min. Disponível no Telecine para aluguel/compra no Prime Video, Apple TV e Google Play.

Nasce uma Estrela

Jackson Maine (Bradley Cooper), um músico consagrado em plena crise pessoal e afundado no álcool, descobre por acaso a talentosa Ally (Lady Gaga) cantando num bar. Encantado, ele a empurra rumo aos holofotes — e, enquanto a carreira dela decola, a dele despenca, minando o relacionamento apaixonado que os une. É o melodrama clássico de Hollywood revisitado com sangue, suor e voz rouca. Cooper, em sua estreia na direção, entende que a grande história de amor aqui é também uma história sobre orgulho, vício e o preço de ver quem amamos brilhar mais alto. Lady Gaga entrega uma atuação despida de qualquer pose, e “Shallow” virou hino justamente porque o filme acredita em cada palavra que canta. Romance para quem não tem medo de chorar antes da sobremesa.

Ano 2018. Direção: Bradley Cooper. Drama, Romance, Musical. 2h16min. Disponível para aluguel/compra no Prime Video, Apple TV e Google Play.

 

Qual desses grandes amores é o seu? Me conte nas redes sociais @jessielodi. Você também pode acompanhar análises e novidades no PODCAST CINEGIRLS no YouTube.

Que a noite seja longa, a pipoca farta e o controle remoto, generoso.

Feliz Dia dos Namorados e até a próxima semana!

 

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