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Coluna Ozinil Martins | O envelhecimento da população e suas consequências
13 de Maio de 2026

Coluna Ozinil Martins | O envelhecimento da população e suas consequências

''O desafio a ser vencido é imenso e deve ser encarado com seriedade e planejamento efetivo''

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 13 de Maio de 2026 | Atualizado 13 de Maio de 2026

Todas as projeções do IBGE mostram que a população brasileira vive um rápido processo de envelhecimento. Este processo é inevitável e passarão por ele todos os países do mundo. Importante o planejamento para suportar suas consequências.

Um país já mostrou ao mundo como organizar-se para enfrentar a consequência de vivermos mais: Japão! Taxa de natalidade decrescente, crescimento da população idosa e dificuldades na ocupação de empregos, além de outras consequências como a despovoação de vilas e cidades.

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Os estudiosos da demografia indicam que a taxa ideal de reposição para uma população é de 2,1 filhos por mulher e o Japão está com esta taxa em 1,3. Logo, as dificuldades para manter as atividades produtivas, a cultura do país e sua estrutura social sofrem prejuízos considerados.

Porém, o Japão serve de exemplo ao demais países pois, ao viver o bônus demográfico, soube como ninguém se organizar para enfrentar este período. Importante esclarecer o que é Bônus Demográfico?

Bônus Demográfico é o período que antecede o processo de envelhecimento de qualquer população e onde a maioria da população se encontra em idade produtiva; esta é a hora do país realizar trabalhos de infraestrutura, definir suas vocações empresariais e fazer sua poupança para enfrentar as dificuldades que virão.

O Japão fez isto com sucesso! É a quarta economia do mundo, mudou seu perfil tecnológico e definiu políticas de imigração que mostrou que profissionais são necessários para manter sua posição social e econômica no mundo. Como referência, importante frisar que a média de idade no país é de 50,2 anos, 30% têm mais de 65 anos e a expectativa de vida é de 85 anos e, pelo 14º ano seguido o país vê sua população diminuir.

Do outro lado do mundo existe um país, de dimensões continentais, onde os governos que se sucedem parecem não ter nenhuma preocupação com o futuro imediato, mas sempre com a próxima eleição. Na terra descoberta por Pedro Álvares Cabral tudo se resolve no dia seguinte e o futuro será, sempre, a próxima eleição.

Segundo o IBGE o país vive o auge de seu Bônus Demográfico e que já tem data para acabar; em 2034 devemos estar com tudo preparado para enfrentar o que vem pela frente. Infraestrutura atualizada, implantação de tecnologias que nos conduzam a modernidade, povo com alto grau de Educação e situado entre as maiores economias do mundo, com excelente distribuição de renda. Será que isto será possível?

Vamos aos dados: a idade média da população está em 35,5 anos; importante frisar que entre 2010 e 2022 a idade subiu de 29 para 35 anos. A perspectiva de vida do brasileiro é de 76,6 anos e a taxa de natalidade está em 1,57 filho por mulher.

Estes dados acompanhados de outros que formam a economia brasileira mostram que o desafio a ser vencido é imenso e deve ser encarado com seriedade e planejamento efetivo. O déficit da Previdência Social foi de R$ 325 bilhões em 2025 equivalente a 2,58% do PIB, 80,9% das famílias brasileiras, em 2026, indicam algum tipo de endividamento, em 2026 18 milhões de famílias são dependentes de algum auxílio do governo.

Logo, o Brasil envelhece rapidamente e sem fazer a lição de casa. A segunda época será muito difícil!

Foto de Scott Evans na Unsplash

 

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