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Coluna Ozinil Martins | Mudanças não pedem licença!
18 de Março de 2026

Coluna Ozinil Martins | Mudanças não pedem licença!

''É possível dimensionar o tamanho do problema que existe pela frente''

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 18 de Março de 2026 | Atualizado 18 de Março de 2026

Um dos temas que mais gostava de lecionar era quando a programação exigia que se abordasse sobre Mudanças.

A única certeza que existe na vida é que tudo está passível de ser mudado a qualquer momento e nunca será pedida sua autorização para que isto aconteça; simplesmente, acontecerá!

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Também gostava de fazer uma comparação da Mudança com as ondas do mar. As ondas têm três elementos em sua trajetória: direção, velocidade e impacto. As Mudanças seguem o mesmo roteiro. Os agravantes que, ao longo do tempo, vêm sofrendo modificações são a velocidade e o impacto. O aumento na velocidade das Mudanças é o fator de desequilíbrio entre a capacidade do ser humano absorver e processar tudo que está acontecendo e tirar dela o aproveitamento que ela poderia produzir. A se considerar que o impacto cresce exponencialmente na medida em que aumenta a população mundial.

Vamos a um exemplo; a humanidade já passou por Mudanças incríveis em que teve que mostrar toda sua capacidade de adaptação e resiliência. Entre o final do século XIX e início do século XX o mundo passou por Mudanças que o revolucionaram e nossos antepassados saíram-se muito bem da empreitada. Em 1809 o químico inglês Humphry criou, a partir de uma tira de carbono e uma bateria um arco de luz; depois em 1879, Thomas Edison, criou a lâmpada incandescente; entre 1885/86 Karl Benz cria o automóvel; em 1903 surge o avião; o rádio em 1928; a penicilina revoluciona a medicina a partir deste mesmo ano; a televisão surge entre 1923/24. Todos os inventos revolucionários e que colocaram em cheque a capacidade de adaptação da humanidade e de empresas. Como já disse Charles Darwin: “Não é o mais forte ou o mais inteligente que sobrevive, mas o que melhor se adapta!”

Bom lembrar que nesta época a população do planeta era estimada em torno de 1,5 bilhão de habitantes e hoje está chegando aos 8 bilhões de habitantes. Óbvio que as Mudanças, hoje, têm um impacto muito maior sobre a população do que em tempos idos.

Atualmente, quando saímos da era analógica para a digital, quando ainda não se conseguiu erradicar a fome e o analfabetismo do planeta, quando dos 1,5 bilhão de habitantes do continente africano, 600 milhões não têm acesso a energia elétrica, é possível dimensionar o tamanho do problema que existe pela frente.

Associado a estes problemas, identificados e visíveis, temos os problemas que mascarados pelo tempo, explodirão à frente e com consequências imprevisíveis. Alguns já botam os narizinhos de fora. O abandono da escrita cursiva pelo uso dos teclados, o abdicar da leitura pelo uso do celular e seus apelos, o deixar de lado a socialização por ter como amigo seu companheiro virtual já está refletido em pesquisas que mostram que, pela primeira vez na história da humanidade, a geração atual tem o Quociente de Inteligência -Q.I.- menor que a geração anterior. Estamos emburrecendo e perdendo a capacidade de sermos sociáveis! Basta ser um observador atento e ver o que acontece nas ruas, nos supermercados, em ambientes comunitários.

Como as Mudanças não param e não pedem licença para operar é bom ligar-se na profecia de Nelson Rodrigues: “Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos!”

Foto de fabio na Unsplash

 

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