O documento que oficializa a criação de uma empresa, não por acaso, tem o nome de “Contrato Social”.
Sendo obrigatório para registrar a empresa na Junta Comercial e obter o fundamental CNPJ para início das operações, como a “certidão de nascimento” das organizações, o documento define as regras de funcionamento, direito e deveres dos sócios, capital social e atividades exercidas.
Na verdade, é mais do que isso. O Contrato Social é um “acordo entre a sociedade e a empresa”. Interessa à coletividade que, além dos merecidos resultados econômicos e devidos retornos aos investidores e acionistas, quem de fato tem o espírito e vocação de empreender e assumir os riscos de sua jornada, as empresas respeitem e estejam em compliance com a legislação vigente, tenham compromisso com a geração de oportunidades de emprego e renda, mitiguem impactos ao meio ambiente, e atuem em harmonia com suas cadeias de colaboradores, fornecedores, parceiros, e junto às comunidades ao seu redor. As empresas são entes privados, com impacto público.
Conceitos como “capitalismo de stakeholders”, baseado na ideia de um modelo de gestão que busca o equilíbrio entre as demandas de todos os grupos afetados pelas decisões empresariais, e de “Capitalismo Consciente”, movimento fundado globalmente por John Mackey, empreendedor cofundador da Whole Foods, e o professor e escritor Raj Sisodia, que propõe o entendimento de que o lucro seja uma consequência natural de um propósito maior, e não o único objetivo da organização, tem crescido como visão e prática de grandes empresários e executivos.
Por outro lado, a sociedade e o mercado consumidor tem valorizado cada vez mais empresas alinhadas com uma agenda de crescimento em sinergia com indicadores de governança corporativa, responsabilidade social, e impacto ambiental.
Entre as verticais do Grupo Empresarial LIDE, a segunda maior organização multissetorial de executivos do mundo, que tem por propósito conectar líderes de grandes empresas para fortalecer a livre iniciativa, ética e desenvolvimento econômico, está a trilha de “Responsabilidade Social Empresarial”.
Olhares do bem
Entre as iniciativas, no início de março, houve o encontro deste Comitê que reúne líderes de negócios que ultrapassam R$ 30 bilhões em faturamento para o lançamento do projeto “Olhares do Bem”.
A inciativa liderada pelo Mercadão dos Óculos, um dos maiores grupos empresariais do país, destina óculos de grau para crianças em situação de vulnerabilidade, por meio de uma parceria com empresas de diversos segmentos. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 22,9% das crianças que param de estudar têm problemas de visão não diagnosticados, o que faz com que elas abandonem as aulas.
O painel de lançamento do “Olhares do Bem” contou com apresentações do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto e do CEO da Rede Mercadão dos Óculos, Gustavo Freitas (ambos na foto); além da reitora da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Gisele Coelho; da diretora-presidente da Aegea, Reginalva Mureb; do presidente da Unimed Grande Florianópolis, Ademar Paes Júnior; e do presidente da Federação Catarinense de Basketball, Sérgio Carneiro, entre mais de 100 líderes empresariais, institucionais, e autoridades.
Como já disse o brilhante economista Roberto de Oliveira Campos (1917-2001), um dos mais influentes intelectuais brasileiros, “O empresário é o dínamo da sociedade, um recurso natural raríssimo”.
Vamos todos valorizar e incentivar os cases inspiradores de empresas que fazem a diferença.
Da esquerda para a direita: Delton Batista, Topazio Neto (Prefeito de Florianópolis), Arnaldo Glavam (fundador e CEO do Grupo AG Capital) e Gustavo Freitas (fundador e CEO do Mercadão do Óculos) – Foto: Dani Dalla

