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Acabou o carnaval! Talvez, agora, comece o ano de fato. Ano de eleições onde as preocupações de quem dirige o país volta-se, exclusivamente, para suas campanhas eleitorais. A preocupação com aquilo que, efetivamente, interessa ao povo cai no esquecimento. Promessas, as mais inverossímeis possíveis, serão feitas e, depois, esquecidas. Sempre foi assim e, neste ano, não será diferente. Este colunista continuará batendo em sua tecla preferida: Educação!
Vou apropriar-me de uma estória que circula pelas redes sociais e que reconheço como profundamente verdadeira, a estória da Rolha Pedagógica! A autoria da pequena e ilustrativa estória é atribuída ao palestrante Enrique Mariscal, a quem agradeço.
“Dentro de sua programação mensal, um Supervisor de ensino cumpria sua agenda em uma escola de Ensino Fundamental. Ao passar por uma das salas de aula notou certo burburinho e, observou o professor entrincheirado atrás de sua mesa enquanto os alunos faziam a maior bagunça.
Decidiu, então, apresentar-se e declinou seu nome e cargo; o Professor desabafou: Senhor, estou completamente perdido, não sei oque fazer com estas crianças… não tenho lâminas de apresentação, livros, não recebi o material didático em tempo, os recursos eletrônicos não estão funcionando, enfim a situação é de desespero.
O Supervisor, que era um docente por vocação, viu uma rolha sobre a mesa do Professor, tomou-a nas mãos e perguntou: Alguém sabe o que é isto?
– Uma rolha gritaram em uníssono!
– Muito bem. De onde vem a rolha? Um respondeu: da garrafa, de uma árvore, da cortiça, da madeira.
– E o que dá para fazer com madeira? Cadeiras, mesas, um barco.
– Muito bem. Que seja um barco. Quem se anima a desenhá-lo? Quem desenha um mapa da costa e mostra em que porto o barco vai ficar atracado. Em que Estado fica o Porto?
Lembram de alguém famoso que nasceu neste Estado? O que é produzido neste Estado que o torna diferente?
E assim, começou uma aula variadíssima e divertida onde se fez desenho, falou-se de Geografia, História, economia, entre outros assuntos.
O professor, que a tudo acompanhou em silêncio, aproximou-se e afirmou que jamais esqueceria a lição aprendida naquele dia.
O tempo passou. Uma nova visita foi feita àquela escola. A cena se repetiu. Professor refém de seus alunos e, o supervisor pergunta: o que está acontecendo e recebe a em resposta uma pergunta; onde está a rolha?”
Moral da estória: Quando alguém não tem vocação para o que deve realizar, nunca vai achar a rolha! Ou como afirma o maior dos Educadores que este país já teve, Rubem Alves, Professor não é profissão, é vocação!
