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Coluna Ozinil Martins | Santa Catarina: ser diferente incomoda!
11 de Fevereiro de 2026

Coluna Ozinil Martins | Santa Catarina: ser diferente incomoda!

''O Estado de Santa Catarina responde por 4,5% do PIB brasileiro''

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 11 de Fevereiro de 2026 | Atualizado 11 de Fevereiro de 2026

Há algum tempo li um comentário do Sr. Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer e seu dirigente por muitos anos, sobre sua curiosidade de não ter nenhum brasileiro sido premiado com o prêmio Nobel.

Participando de uma reunião em que se encontravam presentes membros da Academia Sueca e, participantes do comitê do Nobel, fez-lhe a pergunta da ausência de brasileiros como laureados. A resposta o deixou surpreso, pois comentou seu interlocutor, que ao ser aventado o nome de um brasileiro, acontecia uma campanha de desmerecimento vinda do próprio Brasil.

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Voltando um pouco mais no tempo encontramos Nelson Rodrigues e o complexo de vira-lata. Com baixa autoestima o brasileiro convive mal com o sucesso alheio e sempre que alguém, algo ou algum Estado, por exemplo, se destaca passa a ser objeto de chacota ou de críticas, absolutamente, infundadas e eivadas de inveja. É o que tem acontecido com Santa Catarina e seu povo!

O Estado de Santa Catarina ocupa 1,12% da área física do Brasil e responde por 4,5% do PIB brasileiro; tem 8 milhões de habitantes, com IDH de 0,774 (3º melhor do país), a mais alta expectativa de vida (84 anos mulheres e 81 anos homens) e a menor taxa de desemprego (2.3% no 3º trimestre de 2025). Estes são alguns dos indicadores do IBGE que confirmam o porquê o Estado transformou-se no maior receptor de migrantes internos do país. A cidade de Brusque é um bom exemplo de migração interna, recebendo um número significativo de baianos e paraenses. Chapecó é outro exemplo com mais de 11 mil imigrantes recebidos nos últimos anos, sendo 2 mil haitianos e mais de 6 mil venezuelanos; importante que o setor da agroindústria absorve todos que querem trabalhar, pois as duas cidades vivem sob o pleno emprego.

Aprendi, com o tempo e a necessidade, que é o migrante quem deve se acostumar na cidade em que chega (já morei em 11 cidades) e, recentemente, li um pronunciamento da Primeira Ministra da Dinamarca sobre a proibição do uso da burca em público, pelas mulheres árabes, com a afirmação de que quem chega, absorve os costumes locais. Feito isto a boa convivência é garantida.

As críticas recebidas por Santa Catarina são, quase sempre, dirigidas aos valores que norteiam o Estado. Família, respeito ao próximo, trabalho, segurança, propriedade privada; isto incomoda aqueles que tentam impor ideologias que não coadunam com o que pensamos e fazemos. Há algum tempo críticas são disparadas por artistas decadentes (lembram em 2018 Agnaldo Timóteo fazendo fortes críticas ao Sul e sua gente), por jornalistas (lembram de Giovana Madalosso, colunista da Folha de SP) e agora pelo artista Tuca Andrade (sinceramente não conheço a obra deste senhor).

Tuca Andrade levanta a bandeira de não visitas ao Estado; ora isto me parece que cabe a cada pessoa decidir, pois ainda vivemos em um país em que o processo decisório está nas mãos de seus habitantes e o livre arbítrio ainda existe. Que venham a Santa Catarina todas as pessoas que gostem de viver em segurança, conhecer lugares maravilhosos, conviver com culturas diferentes (afinal somos a miscigenação que deu certo ao contrario do que se apregoa por aí) e vivenciar climas e ares europeus sem precisar ir muito longe. Aqui o visitante será sempre bem recebido! Ah! Sim, Santa e Bela Catarina é um Estado conservador!

Foto de Gabriel Rodrigues na Unsplash

 

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