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O lado humano da qualidade
07 de Janeiro de 2026

O lado humano da qualidade

Mudanças nos critérios de contratação reforçam o papel da formação pessoal

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 07 de Janeiro de 2026 | Atualizado 07 de Janeiro de 2026

Ano começando, promessas feitas e a vida voltando ao normal. Permitam-me fazer-lhes uma pergunta simples: você é uma pessoa de qualidade? O que você faz precisa de conferência por outra pessoa ou não?

Foi no início dos anos 90 do século passado (o escrevinhador já dobrou o Cabo da Boa Esperança há tempos) que, em uma das muitas viagens que fiz, comprei o livro que dá o título a esta coluna; o autor, um dinamarquês de nome Claus Moller. Algum tempo depois de ter lido o livro o autor veio a São Paulo e ministrou um curso de 8h sobre o tema e, é lógico que o fiz.

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Feito o curso recebi a incumbência de montar um curso para os profissionais da empresa em que trabalhava. O curso partia de uma premissa fundamental: não há qualidade de produto final sem a existência de qualidade das pessoas que o produzem. Pode ter máquinas, as mais modernas possíveis, mas se as pessoas não tiverem o nível de qualidade pessoal ideal, o produto final sofrerá as consequências e apresentará desde defeitos sutis a erros grosseiros.

É importante que se enfatize que a qualidade pessoal está umbilicalmente ligada a educação recebida em casa e a formação educacional patrocinada pelas escolas e Universidades. A qualidade pessoal é a base para a efetividade das equipes de trabalho, do produto final e, por fim, do reconhecimento da empresa como de alta qualidade. Enfim, tudo começa com a qualidade pessoal.

Qualidade individual tem tudo a ver com comprometimento. Vi, recentemente, uma informação sobre as empresas de tecnologia (Google, Apple, entre outras) sobre a não exigência de diplomas para a captação de novos colaboradores e, agora, estão deixando de lado a necessidade de habilidades e capacidades técnicas. O foco, no processo de seleção será voltado para o caráter das pessoas, suas capacidades de envolvimento e comprometimento com as atividades profissionais.

Com esta mudança nos processos seletivos, diminui a importância das Universidades e aumenta a importância da educação familiar e da formação básica dos estudantes. O resto? As empresas se encarregarão de formar. O desenvolvimento de habilidades técnicas será feito pelas empresas desde que as competências pessoais estejam presentes. Talvez, este seja o sinal de alerta para que os responsáveis pelo ensino superior acordem e, deixem de lado o proselitismo político e formem profissionais para a demanda de mercado.

Importante ressaltar a autoestima e seu papel no sucesso ou fracasso no desenvolvimento da carreira profissional de cada pessoa. Como você se vê perante a vida? Sua visão é positiva ou negativa; encara a vida com comprometimento ou é fã de Zeca Pagodinho e deixa a vida o levar: é responsável pela sua vida ou se considera uma vítima da sociedade e como você vê os seus colegas de trabalho, ajudam ou atrapalham.

Logo, ressalto ao concluir que o papel dos pais, como sempre foi, adquire uma importância capital e se faz necessário que acordem para as necessidades de um mundo que gira a uma velocidade cada vez maior e, onde a mudança é a única certeza concreta.

Foto: Freepik

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