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Coluna Ozinil Martins | A verdade tem dono?
17 de Dezembro de 2025

Coluna Ozinil Martins | A verdade tem dono?

''Qualquer coisa que se faça e as pessoas são arremessadas a um redemoinho de críticas''

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 17 de Dezembro de 2025 | Atualizado 17 de Dezembro de 2025

É assustadora a quantidade de informações não verdadeiras ou mal intencionadas veiculadas através dos meios de comunicação.

Qualquer coisa que se faça e as pessoas são arremessadas a um redemoinho de críticas sem fundamentação alguma. A vida das pessoas é exposta de forma absurda, sem base fática alguma e, depois só lhes cabe defender-se de algo que sequer sabiam que eram acusados..

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A irresponsabilidade das pessoas é absoluta! Nenhuma preocupação com a busca da verdade, mas sim em agredir quem pratique qualquer ação que contrarie seus interesses pessoais. Aos agredidos defender-se é o caminho, ou pelo próprio veículo em que foi agredido ou por meios legais.

O Estado de Santa Catarina, vez por outra é atacado de forma agressiva. Talvez a razão seja por deter os melhores indicadores sociais do país ou por ter, desde sempre, produzido uma miscigenação entre os vários povos que aqui aportaram; alemães, poloneses, italianos, açorianos e ucranianos, entre outros, sem esquecer-se dos povos originários. Povos que mantém suas culturas e tradições e trabalham para manter a qualidade e bem-estar social do Estado.

Recentemente vi um vídeo em que uma senhora, parece ser médica, comparava os níveis educacionais de estados nordestinos em relação à Santa Catarina. Afirmava ela que no Estado catarinense 35% da população era composta de analfabetos funcionais, portanto sem fluência e entendimento do português e, que o Nordeste tem os melhores índices escolares no ensino básico e médio. Nada contra nenhuma região do Brasil, mas seria interessante se parte do dinheiro que, hoje, é enviado para Brasília para ser redistribuído aos Estados carentes ficasse aqui, na terra dos analfabetos funcionais que o geraram.

Outra discussão que tem tomado corpo nas redes sociais é sobre os moradores de rua. Esta é uma situação que está tomando ares de pandemia. Não só nas nossas cidades, mas em quase todo o Brasil e no mundo, com tendência ao agravamento. Baixo nível de qualificação educacional e mecanização, robotização e virtualização ajudando a agravar o problema. Algumas cidades, fruto do clima e das benesses concedidas pelas administrações locais, tem o problema agravado. Daí a chamar de autoritárias as pessoas que dirigem as cidades que tomam medidas para administrar o problema, é um passo. Os moradores de rua passam a vítimas de administrações autoritárias.

Vamos imaginar que o Brasil, que importou várias das manias que destroem o mundo moderno, adotasse o controle que a China exerce sobre seus cidadãos. As cidades são classificadas de nível 1 (mais importante) ao nível 4; a classificação foi feita considerando-se o desenvolvimento econômico, tamanho da população, poder de consumo e infraestrutura.

O sistema que controla a migração interna e os benefícios sociais é o Hukou; cada pessoa ao nascer é registrada neste sistema. Se qualquer pessoa, sem emprego contratado, resolver mudar de cidade perderá todos os direitos garantidos pelo sistema social, de salário a moradia, na área de saúde e educação. Se a pessoa mudar-se de cidade a convite de uma empresa para trabalhar só terá sua oficialização após um ano de moradia na nova cidade. Este povo que gosta tanto da China e a usa como exemplo poderia sugerir ao governo a implantação de algo parecido e o problema dos moradores de rua, talvez, fosse solucionado.

Seria interessante que as pessoas que elevam suas vozes contra o modelo de sucesso de Estados como Santa Catarina, lembrassem do que disse  Abraham Lincoln: “Melhor permanecer calado e que suspeitem da sua insensatez, que falar e eliminar toda a dúvida sobre isso.”

Foto de Sigmund na Unsplash

 

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