O Papa Francisco, em algum momento de seu pontificado, alertou o mundo para a Cultura da Indiferença! Chamava a atenção da humanidade para o crescimento da pobreza sob os olhares complacentes de um mundo cada vez mais egoísta e, onde as pessoas passam a transformar seus umbigos em centro do mundo. O olhar de pessoas que nada enxergam, a não ser “likes” em suas postagens, deixa o mundo triste, muito triste.
Como contra fatos não há argumentos que resistam, a eles: em 2024, segundo o Ministério da Justiça, 39 mil pessoas foram vítimas de mortes violentas no país; também em 2024, foram registrados 87.545 estupros no Brasil, segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Esse número corresponde a uma média de uma vítima a cada seis minutos; no trânsito a violência também faz suas vítimas, deixando mais de 6 mil mortos e 84 mil pessoas com sequelas físicas e emocionais. São dados oficiais de instituições brasileiras que mostram a realidade dura e crua de um país e, qual a reação da sociedade perante esta mortandade sem fim?
A Cultura da Indiferença espalha-se pelo mundo e analisando, superficialmente, as guerras que eclodem a cada momento, suas motivações e suas consequências percebe-se a loucura em que o mundo está inserido. Ucrânia e Rússia, Afeganistão e Paquistão, o eterno problema de Israel e Palestina, a miséria da África e seus conflitos tribais, o conflito de Sudão e Sudão do Sul, a voracidade pela aquisição e manutenção do poder são dilemas para os povos que os vivem e uma diletante diversão aos que assistem pelos noticiosos da televisão. A indiferença é a regra ou uma indignação temporária para que se possa mostrar aos outros nossa preocupação com os destinos do mundo. Ao encostar a cabeça nos travesseiros os incômodos deixam de existir.
Infelizmente os governantes, na maioria das vezes, políticos sem o devido preparo para a gestão, tangenciam os grandes problemas do mundo e agem sobre os problemas visíveis e imediatos. Aqueles que demandam tempo e planejamento e que não são percebidos pela massa da população são, olimpicamente, ignorados.
Além dos problemas relativos ao meio-ambiente que se avolumam na razão direta da poluição, do aumento populacional e da massiva extinção de espécies, o mundo tem pela frente problemas sérios e que trarão consequências a todos. O mais visível de todos é o envelhecimento da população mundial!
O problema já atingiu o Japão, que passou pelo bônus demográfico e saiu-se muito bem e, atinge outros países como a China, impactando seriamente no desempenho econômico do país. Provavelmente, os impactos econômicos na economia chinesa trarão a revisão de suas políticas como já acontece com a liberação de mais de um filho por casal. Importante saber que este é um problema da humanidade!
O Brasil vive, neste momento o auge do bônus demográfico. A previsão do término, segundo o IBGE, é em 2034. O país terá até este período o número de pessoas habilitadas para o trabalho em seu nível máximo; é a hora do país ficar rico para redistribuir a riqueza depois. Como não é isto que vemos, provavelmente, estaremos caminhando para um futuro de dificuldades e incertezas. Por que a grande imprensa não aborda o tema do bônus demográfico?

Foto: Freepik
Entre em contato com o AcontecendoAqui se tiver interesse em divulgar seus trabalhos para a Comunidade AcontecendoAqui. Envie um e-mail para [email protected]
