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Coluna Ozinil Martins | O custo da ignorância e a natureza!
08 de Outubro de 2025

Coluna Ozinil Martins | O custo da ignorância e a natureza!

"A relação meio ambiente humanidade nunca foi harmônica"

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 08 de Outubro de 2025 | Atualizado 08 de Outubro de 2025

A cada mês do ano deveria ser comemorado o dia mundial do meio ambiente, não somente em junho. Enquanto a humanidade não acordar para a importância do meio ambiente em relação à preservação da vida em todas suas formas será necessário enfatizar a necessidade.

Continuamos a tratar os ecossistemas que nos cercam sem os cuidados que merecem e acreditando que, sempre, responderão às nossas necessidades e que, o homem, por si só, se basta.

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Algumas reflexões mostram que destruir o que vamos usufruir parece ser a norma. A água é um bom exemplo; primeiro a poluímos, depois a consumimos. Tem também o plástico! Ah, o tão usado plástico. Este plástico que está poluindo todos os oceanos e mares do mundo, que é, por nós, usado sem nenhuma parcimônia e descartado sem nenhum cuidado está destruindo corais, peixes e a vida marinha de forma indiscriminada. Na água, para seus habitantes, tudo que flutua é comida!

O Brasil produz de 7 a 11 milhões de toneladas de lixo plástico por ano (dependendo da fonte) e recicla apenas 1% a 1,3%, ficando atrás de países como a Síria e o Yemen, deixando de recolher toneladas que acabam ficando pelas ruas e vão se depositar no mar. O restante vai parar em lixões já que as metas propostas para os aterros sanitários foram transferidas para o prazo final de 02.08.2024 e, como de costume, a meta não foi cumprida e, existem em operação mais de 1.500 lixões por Terra Brasilis. A média mundial de reciclagem é de 9%. Enquanto não nos conscientizarmos que o planeta é o nosso habitat, estaremos reduzindo sua capacidade de adaptar-se e, encaminhando a humanidade para uma situação muito complexa. Fonte: WWF.

A relação meio ambiente humanidade nunca foi harmônica e tem se caracterizado pela exploração indevida que atende, prioritariamente, interesses econômicos. Nos Estados Unidos, mais especificamente na Flórida, o peixe boi está ameaçado de extinção; ao procurar águas mais quentes fugindo do inverno estes animais são mortos nos canais que banham a cidade. Morrem pelo choque com jet-skies ou lanchas e pela péssima qualidade da água que impede o crescimento das algas que são a alimentação dos peixes. Atualmente, a alimentação fornecida pelos biólogos reduzem-se a alfaces em substituição a alimentação natural.

Outro exemplo vem da China. Uma manada de 15 elefantes deixou a reserva de Xishuanghanna em que vivem na Província de Yunann e, já percorreu 500km em direção a outras províncias chinesas. No caminho invadiram plantações e causaram danos em casas e outras propriedades. O motivo parece ser a redução no tamanho da reserva legal em que estavam e a diminuição da alimentação que tinham acesso; a área está sendo destinada, parcialmente, a outros fins. A aventura começou em 2021 e após 17 meses foram reconduzidos à reserva. O espaço aos animais fica, em todo o mundo, cada vez mais reduzido para atender ao crescimento populacional humano.

Outro exemplo vem da bela e Santa Catarina onde, esta semana, o mar em conjunção com chuvas intensas provocou fortes ressacas ao longo de todo o litoral. Do município de Barra Velha até praias de Florianópolis o estrago foi grande. Casas atingidas, passeios públicos destruídos, ruas alagadas mostrando que a força da natureza se faz presente a qualquer momento e mostra a fragilidade do ser humano e as consequências de uma relação não harmoniosa.

Os exemplos citados são, na verdade, demonstrações práticas de como a humanidade enxerga sua relação com o meio ambiente. Mudar esta visão e, entender que sozinhos não sobreviveremos é o papel das pessoas conscientes!

Foto de Brian Yurasits na Unsplash

 

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