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Coluna Ozinil Martins | República Federativa da Utopia!
24 de Setembro de 2025

Coluna Ozinil Martins | República Federativa da Utopia!

"Vivemos em um país extremamente desigual e injusto socialmente"

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 24 de Setembro de 2025 | Atualizado 24 de Setembro de 2025

Sempre é bom relembrar que o Brasil é uma República Federativa composta por 26 estados, o Distrito Federal e 5.570 municípios.

Se fosse possível definir o país em uma só palavra, talvez, a que melhor o definisse fosse desigualdade. Sim, vivemos em um país extremamente desigual e injusto socialmente, suportado pela péssima qualidade da Educação praticada..

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Dos 5.570 municípios que compõem o Estado brasileiro, segundo a Federação das Indústrias do RJ (Firjan), 1.282 não arrecadam o suficiente para pagar os salários de prefeitos e vereadores. Estes municípios vivem basicamente dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e das aposentadorias pagas pelo INSS.

Por não terem atividades econômicas significativas estes municípios são exportadores de mão de obra desqualificada, criando um fluxo de movimentação de pessoas que acaba criando ilhas de miséria em todo país. De um lado municípios que não agregam valor nenhum à economia, de outro, municípios que têm seus custos onerados por receber trabalhadores não produtivos e fora do perfil necessário em tempos de economia em mudança.

Em verdade, o grande beneficiário, do modelo federativo atual, fruto da constituição de 1988, é o núcleo de poder instalado em Brasília. Brasília, de há muito, é o grande devorador dos recursos que são produzidos nos municípios, sustentando um Estado pesado e lento em suas decisões, mas pródigo em conchavos que beneficiam, sempre, a porção mais aquinhoada da população brasileira.

Como exemplo pode-se citar o que aconteceu na despedida do Dias Tóffoli da presidência do STF, quando em um gesto de bondade e as custa do dinheiro seu, meu, nosso, autorizou parte da transação dos 60 dias de férias que os magistrados usufruem (o que já é um privilégio odioso em relação aos demais trabalhadores) em dinheiro. Suas Excelências estão autorizadas a “vender” 20 dias das férias e receberão em troca o pagamento de 40 dias.

A cristalização das benesses concedidas pelo poder central, como as transferências gigantescas de recursos públicos de Estados eficientes e operosos para Estados que se habituaram a viver destas “bondades”, impede o desenvolvimento harmônico de um país que, na realidade, compõem-se de vários países a partir de suas imensas diferenças culturais, sociais e econômicas.

Enquanto isto perdurar, com a burocracia instalada em Brasília determinando o que é bom para todos os Estados sem respeitar suas peculiaridades, continuaremos a ser este aglomerado de povo, definido pelas fronteiras físicas que nos cercam, como um país. Um bom exemplo é a Educação básica e média; igual em termos curriculares e independente das suas realidades. Resultado: desastre consumado!

Desta forma temos uma federação que retira recursos de Estados e municípios para manter uma Brasília em dissonância com que vivem os mortais comuns que os sustentam. O lema “Mais Brasil menos Brasília” está cada vez mais atual! Assim se perpetua a pobreza!

Foto de Jeriden Villegas na Unsplash

 

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