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Entre Humanos e Máquinas: A Visão de Pedro Cortella sobre o Novo Paradigma Educacional
18 de Junho de 2025

Entre Humanos e Máquinas: A Visão de Pedro Cortella sobre o Novo Paradigma Educacional

A inteligência artificial não é uma ferramente é um paradigma — um paradigma para o pensamento humano

Por Prof Jonny 18 de Junho de 2025 | Atualizado 18 de Junho de 2025

 

Com uma trajetória que une marketing, educação e inovação, Pedro Cortella traz uma perspectiva única sobre como a tecnologia está revolucionando a formação de profissionais. Formado em Jornalismo, com pós-graduação em marketing digital, tendo experiências internacionais, nesta entrevista exclusiva, Pedro nos apresenta marcos de sua trajetória, comenta sobre a construção da sua autoridade digital e aborda o futuro da educação em um mundo cada vez mais automatizado. Ele também expõe como lidou, em diferentes momentos de sua jornada profissional, com o fato de ser filho do filósofo Mario Sergio Cortella.

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Muito grato por contribuir com nossa coluna de carreira. Sua formação em Jornalismo no Mackenzie e o estágio na MTV marcaram seu início profissional na área da comunicação. Qual foi a decisão mais estratégica nesse começo de carreira que você acredita ter moldado o restante da sua trajetória?

Jonny, primeiro agradeço o convite. É um prazer estar aqui com você. Obrigado pelo contato ali no LinkedIn. Acredito que a minha maior motivação no começo da carreira, e o principal que tive no início do estágio, era ter um trabalho dos sonhos, um trabalho legal. Ter aliado ao que fazemos um propósito. Sempre busquei isso: estar alinhado ao meu propósito, mesmo sem saber disso de forma muito racional lá no começo, quando estamos no início da vida profissional. Mas eu sempre quis trabalhar em lugares que me proporcionassem um preenchimento que não fosse apenas do lado financeiro ou do lado do futuro. Eu queria me sentir bem com o que estava fazendo.

Esse é um ensinamento que tive desde o início: que devemos sempre buscar os nossos sonhos, mesmo que eles mudem.

Acho que esse foi o principal ensinamento que tive no começo. Trabalhar na MTV era um sonho. Depois, realizei outros também na vida profissional, mas o sonho não para quando é realizado, ele precisa estar sempre mudando. Isso é propósito para mim.


Depois de experiências relevantes no Grupo Bandeirantes e na TV Globo, você decidiu migrar para o empreendedorismo digital, fundando a Agência Sophya. O que te motivou a dar esse salto e como lidou com os riscos envolvidos nessa transição? Ainda neste contexto, como você mencionou recentemente numa palestra, ter saído da Globo, de certa forma foi um alívio, poderia compartilhar um pouco sobre este momento?

É justamente por isso que no meio da década passada, por volta de 2014, o meu sonho — que era ser repórter de televisão da Globo — perdeu a conexão com o que eu efetivamente queria, que era impactar as pessoas. Naquele período, houve uma mudança tecnológica com a chegada dos smartphones e das redes sociais, e as pessoas passaram a prestar mais atenção no que entendo como mídia digital, como as redes sociais, do que efetivamente na televisão. Foi então que percebi que o que eu queria não era apenas ser repórter de televisão, eu queria impactar as pessoas. Entendi, ali no meio da década, que eu já não estava mais fazendo isso da maneira como desejava.

A possibilidade de criar conteúdo digital me dava uma liberdade que nunca tinha experimentado na televisão ou em grandes grupos. E não era uma liberdade por haver censura nesses canais, de forma alguma. É uma liberdade de estar mais solto, podendo impactar as pessoas sem passar por todos os processos de uma corporação. Não tem nada a ver com vontade de sair por censura, a Globo nunca me censurou em nada, muito menos a MTV.

É simplesmente a vontade de impactar as pessoas genuinamente, onde de fato fazíamos a diferença. Isso mudou porque o meio mudou. O canal deixou de ser a televisão e passou a ser o mundo digital.

Foi então que fui estudar marketing digital.

Em 2017, dois anos depois de já estar olhando com entusiasmo para esse novo mundo, aconteceu um corte na Globo. Nesse corte, mais de 50 pessoas foram demitidas, e eu estava entre elas. Para mim, foi uma sensação de alívio, porque eu queria muito não estar mais na Globo, mas é muito difícil pedir demissão de um cargo que todas as pessoas almejam, que todos veem como se você estivesse em um pedestal. Na verdade, a demissão foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

No dia seguinte, eu não procurei emprego na Record ou em qualquer outro lugar. A demissão me mostrou que meu propósito já não estava mais lá, e que eu precisava buscar outra coisa.

O caminho lógico para mim era empreender. Empreender era o meu plano B, empreender no digital.

Só que entendi que o plano B não sai do papel enquanto não vira plano A. O plano B precisa ser plano A para que saia do papel.

Não existe isso de: “estou empreendendo aqui na lateral”. As pessoas que conseguem isso, na verdade, já transformaram o empreender no plano A, e o trabalho formal virou o plano B. Aí sim é possível fazer dar certo, mas se você mantiver o plano B como plano B, ou seja, continuar priorizando seu trabalho CLT ou formal, nunca vai conseguir empreender de forma completa. É preciso se jogar de cabeça. Essa foi a história do alívio e do começo da minha agência, que é a Agência Sofia.


À frente do Saber Ampliado e agora também como sócio da Neurau, você combina educação, inovação e autoridade digital. Como essas iniciativas dialogam entre si e refletem sua visão sobre o futuro da comunicação e do aprendizado?

Bom, primeiro, quando comecei a empreender no digital, no final de 2017, o que eu tinha era uma agência de social media, criando conteúdo para redes sociais para pessoas, professores, líderes do pensamento que precisavam ter presença online. Isso me fez me tornar especialista em construção de autoridade digital — ou seja, em estratégias de marketing para que as pessoas pudessem melhorar sua presença online.

Num segundo momento, entendemos que a maneira de monetizar isso, ou seja, de ter um retorno efetivo direto da presença no mundo digital, era por meio da educação, dos cursos online. No começo, lá atrás, antes de empreender, achei que criaria uma agência de influenciadores que fariam publicidade e tudo mais. Mas entendi que esse não era o nosso caminho, não era o que queríamos.

O que eu queria era, de fato, impactar as pessoas com educação, algo muito mais ligado à história da minha família. Sou filho do professor Cortella, e a filosofia sempre esteve presente na minha vida, assim como o pensamento crítico.

Ao longo dos anos, tivemos vários cursos lançados, em diversas parcerias com vários professores.

Em 2024, no ano passado, entendi que o melhor caminho para isso, estrategicamente, era criar uma plataforma única que reunisse todos esses conteúdos, os cursos, e começasse a pensar um novo modelo de educação. Isso porque, em novembro de 2022, com a chegada do ChatGPT e da popularização da inteligência artificial, o conhecimento conteudista se tornou extremamente acessível, muito mais do que já era com o Google, com a democratização da mídia, das redes, do conhecimento.

Acredito que a inteligência artificial não é mais apenas uma ferramenta, como eu dizia até alguns anos atrás. Agora, a inteligência artificial é um paradigma — um paradigma para o pensamento humano, para a espécie humana, para nossa evolução. E isso impacta profundamente a forma como vamos trabalhar a formação das pessoas.

Então, o meu trabalho, que começou com autoridade digital e estratégia de marketing, migrou para a educação e, agora, migra novamente para o pensamento de futuro: como formamos as pessoas. O “Saber Ampliado” é justamente essa escola do futuro. Temos agora uma parceria com a Fluency Skills, uma plataforma que traz desde o autoconhecimento, o mapeamento das pessoas, até os cursos e mentorias, tudo integrado em um único ambiente.

Entendo que o futuro do ensino é desenvolver as habilidades leves, as soft skills — como comunicação, persuasão, trabalho em equipe, negociação, entre outras — com o apoio da inteligência artificial e do ser humano, ou seja, com o retorno às aulas ao vivo. Tudo isso faz parte da minha pesquisa e do meu trabalho atual, que é pensar o futuro da educação e da formação das pessoas — algo que realmente me entusiasma.

O que é o “Saber Ampliado”? É essa visão integrada. E a Neurau é uma empresa da qual sou sócio, que faz atendimento por meio de inteligência artificial no WhatsApp, uma outra iniciativa em que entrei como investidor. Mas todos esses trabalhos se unem em torno do pensamento sobre qual é o futuro do ser humano em um mundo cada vez mais automatizado.


A experiência acadêmica internacional na Sorbonne e sua fluência em três idiomas sugerem uma mentalidade aberta ao mundo. Em que medida esse repertório internacional influenciou suas decisões profissionais e o modo como você constrói conteúdo e negócios?

Interessante, quando tinha 20 anos, cursava Jornalismo e História aqui no Brasil, Jornalismo no Mackenzie, que era à tarde, pois só havia turma nesse horário em São Paulo, onde moro. Como sou filho de professor, tinha bolsa e optei pela História na PUC como segunda graduação. Fiz História para complementar o Jornalismo, porque sempre entendi que o jornalista precisa de repertório. Também fui levado a entender isso pelos meus pais, que só o Jornalismo não era suficiente.

Nessa busca por repertório, chegou o segundo ano, e eu cursava duas faculdades. Pensei: “Nunca vou conseguir… preciso fazer estágio, já não vai dar…” Foi então que tive a oportunidade de conhecer um programa de intercâmbio por meio de uma daquelas agências. Minha ideia era trancar as duas faculdades e morar um ano nos Estados Unidos. Minha família sempre priorizou minha educação, principalmente em boas escolas. Sempre estudei inglês e morava ao lado da Cultura Inglesa, em Higienópolis, em São Paulo. Queria ir para os Estados Unidos porque era o destino mais comum, parecia algo legal com 18 ou 19 anos. Fui até a agência com um folheto de intercâmbio e vi uma vaga para trabalhar em estação de esqui, ou algo parecido. Quando estava ali, um atendente — abençoado — dessas agências tipo STB me disse:
“Se você já fala inglês, já pensou na Europa? Existe a possibilidade de fazer dois cursos de línguas. Um deles é na Sorbonne, na França. Em meio ano, você pode passar metade na Espanha e voltar com espanhol fluente, e a outra metade em Paris.”
Pensei: “Isso seria legal, hein?”
Ele ainda perguntou: “Você conhece Barcelona?”
Respondi que nunca tinha nem viajado de avião, fiquei impressionado.
Ele me mostrou o programa, e na época — isso era 2004, há 20 anos — o dólar estava dois para um. Era um investimento significativo para meus pais, claro, mas não era algo muito além do que já se pagava em mensalidade de faculdade.

Conversei com meus pais e disse: “Existe esse programa aqui.”

Eles acharam interessante e apoiaram a ideia, isso foi superdecisivo na minha vida.

Fui para Barcelona, fiquei seis meses, voltei com espanhol fluente. Depois, fui para Paris, para o curso da Sorbonne, que não era apenas um curso de línguas, mas de civilização francesa. Isso teve um impacto enorme na minha carreira.

O fato de eu ter trabalhado nos lugares dos meus sonhos tem a ver com essa parte da formação.

Voltei com 21 anos, três línguas no currículo e uma experiência internacional.

Sempre trabalhei nos lugares com os quais sonhei. Quando estive na Globo, no Sportv, cobria a seleção da França, fui para a Eurocopa, e ninguém falava francês. Sempre tive essa grande vantagem.

Se puder deixar uma dica para minha filha, e para quem ler sua entrevista, é: mesmo que a inteligência artificial traduza tudo no mundo, aprender línguas é o caminho para ampliar o repertório em dez vezes. Essa foi, sem dúvida, a decisão mais acertada da minha formação.

Esse ano de 2004 que passei fora, e não ter ido para os Estados Unidos, foi uma decisão da qual dou graças a Deus.


Sendo filho de uma figura pública tão reconhecida como Mario Sergio Cortella, há um imaginário que poderia lhe colocar na sombra do pai. Como você construiu sua própria identidade profissional e autoridade, especialmente num meio onde voz e presença são tão valorizadas?

Isso era algo que me preocupava no início da minha carreira. Na Globo, eu usava apenas o nome Pedro Mota e na MTV também. Meu nome completo é Pedro Gabriel Ferraz Mota Cortella, mas sempre optei por usar só Pedro Mota justamente para não ficar sob a sombra do meu pai. Na época, ele ainda não era essa celebridade que se tornou nos últimos anos, especialmente a partir de 2017, 2018. Mas já era muito conhecido no meio acadêmico e corporativo, já era uma fonte recorrente da mídia.

Mais tarde, passei a usar o “Cortella” também para me beneficiar, sim, dessa sombra, mas por um motivo legítimo: tenho meu dedinho ali. Fui eu quem criou as redes sociais dele, que foram responsáveis por esse salto que ele deu, de alguém respeitado e conhecido em certos círculos, para uma personalidade pública, com imitadores na “Praça é Nossa”, por exemplo. É algo muito bacana, mas também difícil de lidar. Essa sombra é um fardo e uma bênção. Com o tempo, entendi que meu papel é pegar o conteúdo dele, o caminho que ele trilhou até aqui, e ir além. Não posso ficar só aqui, isso é o que me mantém em movimento. Mas a comparação é inevitável. Desde que comecei a dar palestras, há quase três anos, ouço isso constantemente.

Nunca serei um palestrante tão bom quanto ele, e está tudo bem. O que busco é meu próprio caminho, meu próprio pensamento. Vivemos em mundos diferentes, o dele quando começou, e o meu agora. E, como há uma idolatria em torno do nome Cortella, qualquer coisa que ele diga é recebida com um “amém” automático.

Como tenho essa relação próxima com ele, criei o podcast A Grande Fúria do Mundo com o objetivo justamente de humanizá-lo um pouco mais. Posso fazer perguntas que outras pessoas não fariam, não só pela intimidade, mas porque não fico simplesmente elogiando tudo o que ele fala.

Claro que isso gera incômodo em quem é muito fã, em quem o idolatra. Recebo muitas críticas por ser filho do Cortella. Quando emito uma opinião mais polarizadora, sobre política ou qualquer outro tema, aparecem comentários como:
“Que vergonha”, “Dá pra ver que a inteligência acabou no pai”, “Que desonra”…

A internet é isso. Hoje lido com isso com tranquilidade, mas no início da carreira não era o que eu queria para mim. Tive uma formação muito clara sobre qual era o meu papel, meu valor, e só agora, de uns quatro ou cinco anos pra cá, é que realmente aceitei entrar nesse papel de “filho do Cortella”.

Mas não é algo confortável.

As inovações tecnológicas, com destaque para a Inteligência Artificial, vêm provocando mudanças profundas em múltiplos setores, criando novas possibilidades e exigindo adaptações importantes. Como você enxerga o impacto dessas transformações no campo da educação corporativa? E que direções acredita que esse cenário deve tomar nos próximos anos?

Acredito que a Inteligência Artificial, e vou citar aqui um colega, Ricardo Cavallini, precisa ser compreendida por um novo prisma. Ele começou a fazer uma diferenciação importante que todos deveriam considerar: a inteligência artificial não é apenas uma ferramenta que potencializa pessoas. Isso é algo que eu mesmo já dizia há alguns anos. O que ele traz, e que eu concordo, é que a IA é um paradigma. Nenhuma profissão, nenhum trabalho, nenhum projeto ou empresa será o mesmo após a inteligência artificial. E isso tem um impacto enorme: nas empresas, na educação corporativa, no cotidiano das pessoas. A inteligência artificial é algo da magnitude da Revolução Industrial. Está no mesmo nível de transformação da invenção do fogo ou da roda.

Para o curto prazo, o que eu vejo é uma crescente conscientização das pessoas de que não é possível viver sem a IA. A automação tomará conta da maior parte dos processos. Todas as empresas vão passar por um processo de enxugamento, e nesse cenário, as pessoas que permanecerem precisarão estar muito bem preparadas, com repertório robusto e capacidade de pensamento crítico. Essas pessoas precisarão ser melhores comunicadoras, integradoras, e entender que a conexão humana será o que restará de mais essencial. A negociação, a empatia, o improviso, aquilo que está no “estado da arte”.

Esse conceito, inclusive, vem de outro colega que também está no Saber Ampliado, Rafael Takei, palestrante e professor que fala sobre propósito. Ele diz que devemos trabalhar mais no “estado da arte”, ou seja, no que só o ser humano é capaz de criar. Eu falo bastante de arte porque acredito que é por esse caminho que seguiremos. A arte representa aquilo que não pode ser replicado pela máquina. A máquina pode reordenar o que já existe, mas o que vem do seu repertório, da sua vida, das suas experiências, reorganizado de forma imperfeita, é o que gera um bom trabalho. É isso que gera inovação dentro das empresas.

Minha maior preocupação não é com o aumento da produtividade, isso vai acontecer naturalmente, em escala. Haverá barateamento de processos, avanço em diagnósticos e tratamentos de doenças, entre outros. Mas a inovação, essa sim, precisa ser preservada como uma característica humana.
Encerrando aqui e te dando uma resposta mais direta: acredito que o futuro da educação corporativa está em cultivar e semear o que há de inovador dentro dos humanos, o que há de arte. Isso precisa ser ensinado por diferentes meios, inclusive com o uso da inteligência artificial, mas com processos que formem lideranças mais conscientes, com pensamento crítico mais apurado.

Diante de sua experiência na área de educação corporativa, qual seria sua mensagem final para esta entrevista, visando contribuir com alguém em início ou fase de transição de carreira considerando esta área como atuação?

A frase que usei naquela palestra que fizemos no Grande Salto é algo que me norteia — e é, também, a principal dica que dou para quem deseja viver bem nos tempos atuais: “O analfabeto do século XXI não é aquele que não sabe ler e escrever, mas aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender.” Essa frase é do futurista Alvin Toffler, e é especialmente relevante para quem está em início de carreira ou passando por uma transição. Nosso cérebro não foi preparado para lidar com os tipos de desafios que enfrentamos hoje e que serão ainda mais complexos no futuro. Por isso, é fundamental pensarmos em lifelong learning, no aprendizado ao longo da vida, e na constante atualização de repertório.

Hoje, pessoas extremamente especializadas estão perdendo espaço para aquelas que conseguem integrar saberes diversos. O perfil que se destaca é o do generalista com profundidade, alguém que agrega múltiplos conhecimentos. Já não é apenas “o médico”. É o médico que também se interessa por psicologia, que toca violão, monta LEGO, atua em teatro. Pessoas assim têm uma capacidade de adaptação muito maior nesse novo mundo.

Minha dica é: não se feche. Não se eduque em bolhas, rodeado apenas por quem pensa igual a você. Busque o divergente. Aprenda, desaprenda e reaprenda continuamente.

Lições de carreira

Ao encerrar esta entrevista, fica claro que a inovação na educação é uma jornada que exige coragem para experimentar e desaprender modelos antigos. Pedro Cortella reforça a importância de prepararmos as próximas gerações para um ambiente profissional onde o humano e a tecnologia caminham lado a lado. Sua visão nos inspira a repensar a educação como um processo dinâmico e integrado, que une tecnologia, autoconhecimento e colaboração.

Grato pela leitura. Nos encontramos no próximo artigo!

Abraço, Jonny

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