03/09/08
Ministro das Comunicações abriu o evento
A TV Digital foi o foco do Congresso SET 2008. No discurso de abertura, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que a escolha do sistema japonês como base para o padrão de TV digital brasileiro não foi uma decisão apenas do governo, envolvendo discussões com mais de 1200 engenheiros e técnicos de diversos setores.
Costa conclamou os radiodifusores a divulgarem melhor a TV digital e afirmou que o lançamento de conversores a preços acessíveis é um grande passo para popularizá-la. Diante da presença de representantes da Argentina, Equador, Peru, Estados Unidos, Europa e Japão, o ministro declarou que o Brasil trabalha para transformar o SBTVD em um padrão latino-americano, assegurando que até dezembro pelo menos metade das capitais brasileiras estarão transmitindo o sinal digital. ???Digitalizar é crescer, ficar no analógico é desaparecer???, finalizou Costa.
Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD, presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) e diretor de tecnologia do SBT, traçou uma linha do tempo dos principais eventos históricos que a televisão mostrou, da queda do muro de Berlim à convergência digital e relembrou as mudanças ocorridas nos 20 anos de existência da SET.
Vários membros do Fórum SBTVD participaram de uma série de seminários, debates e painéis. Ioma Carvalho, vice-coordenadora do Módulo de Propriedade Intelectual, foi moderadora da palestra ???DRM: proteção de conteúdo digital no Brasil, Japão e Estados Unidos???, em que foram apresentadas sugestões para viabilizar operacionalmente o dispositivo no país. Participaram do painel Yoji Itagaki, diretor executivo da Fuji-TV, Bill Rosenblatt, presidente da GiantSteps Media Technology Strategies e o diretor de cinema Roberto Farias. Fernando Bittencourt, do Conselho Deliberativo, organizou o painel ???IP ou não IP? Eis a questão???.
Em relação à normatização, Ana Eliza Silva, coordenadora do Módulo Técnico, afirmou que um dos próximos passos é promover a harmonização internacional das normas brasileiras e japonesas, possibilitando que outros países possam utilizá-las. Na mesma palestra Aguinaldo Silva, do Módulo de Técnico, afirmou que os pesquisadores brasileiros adicionaram valor ao padrão japonês e que o principal desafio é não deixar legado, além de garantir flexibilidade para incorporar novas tecnologias ao SBTVD no futuro.
