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Coluna Ozinil Martins | No Brasil até o passado é incerto!
04 de Junho de 2025

Coluna Ozinil Martins | No Brasil até o passado é incerto!

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 04 de Junho de 2025 | Atualizado 04 de Junho de 2025

Se você fosse um investidor estrangeiro, com dinheiro disponível para aplicar em atividades produtivas e estivesse à procura de um país com potencial de futuro para investir, você o faria no Brasil?

Ao consultar seus assessores você ouviria alguns argumentos favoráveis e outros nem tanto. Decisões recentes da justiça e de administradores públicos, em suas instâncias, mostram a incerteza que é investir em um país sem segurança jurídica. O ex-ministro Pedro Malan chegou a afirmar que “no Brasil até o passado é incerto!”

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Você, é quase certo, não ouviu falar de uma poderosa rede de supermercados chamada Paes Mendonça. O caso a seguir é real e assim aconteceu: a rede importou, em 1986, 64 mil garrafas de uísque escocês e em plena viagem para o Brasil o imposto foi aumentado de 90% para 240%. A rede ingressou na justiça questionando a medida e, após 33 anos recebeu, finalmente, seu lote do produto comprado. Os beneficiários foram os antigos donos, pois a rede deixou de existir há muito.

Este outro caso é mais recente e, talvez você se lembre; a prefeitura de São Paulo decidiu legislar sobre o trânsito das patinetes que se espalharam pelo país. Definiu que, quem não tem CNH, deverá fazer um exame para verificar os conhecimentos de trânsito do usuário e, pior, responsabilizaria as empresas, proprietárias das patinetes, pela cobertura de danos em eventuais acidentes.

Em um país cuja infraestrutura é precária, os impostos escorchantes, a devolutiva dos impostos insignificante, a educação não fornece profissionais com a qualidade desejada, a Justiça Trabalhista tem profunda visão paternalista, o capital é visto com rancor ideológico e o STF legisla, despudoradamente, em ações em que alega omissão do legislativo é fácil entender que os assessores respondam negativamente à pergunta do investidor.

O responsável pela Defesa Civil de Camaragibe, região Metropolitana de Recife, área afetada, seguidamente, por fortes chuvas e que redundam em desabamentos e mortes, informou que de cada 100 construções existentes, 82 são construídas em áreas de risco. Omissão clara do poder público que se repete em todos os municípios brasileiros.

Não bastasse este conjunto de fatores que inviabilizam a atividade produtiva é bom não esquecer a leniência do povo que aqui habita. De um lado um governo gastador, de outro um povo leniente que vive das benesses de um governo que tem apenas projeto de poder.
Todos os benefícios concedidos, desde o auxílio Bolsa Família até os vales qualquer coisa, tudo é feito no sentido de subordinar o povo às orientações do governo e garantir a permanência do grupo que está no poder. O mais recente benefício livra os consumidores, até 80 kwh/mês, do pagamento da conta de energia elétrica.

Fácil prever, que o povo que trabalhou até o final de maio para, com seus impostos, pagar a festa dos desvalidos, haverá de cansar e neste dia faltará o tão necessário dinheiro para sustentar Brasília e suas estripulias.

O Brasil não será jamais um país que progride mas, o país que gosta de reviver o passado; parece que gostamos de andar como os caranguejos e, a recente decisão, em primeira instância, da condenação do humorista Léo Lins mostra, claramente, este comportamento obtuso de nossas autoridades. Enquanto isto, os aposentados do INSS, os aumentos de impostos, os benefícios aos mandatários…

Foto:Freepik

 

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