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Coluna Ozinil Martins | Um pequeno retrato do continente africano
11 de Julho de 2023

Coluna Ozinil Martins | Um pequeno retrato do continente africano

A África durante muito tempo foi explorada em suas riquezas minerais e agrícolas

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 11 de Julho de 2023 | Atualizado 11 de Julho de 2023

A África é um continente com mais de 1,3 bilhão de habitantes, com 54 países e os mais diversos sistemas de governo; o único ponto em comum que têm estes países é a profunda pobreza em que vivem; na África são falados mais de 2 mil idiomas e até pouco tempo seus países ainda brigavam pela autonomia, pela sua independência.

A África durante muito tempo foi explorada em suas riquezas minerais e agrícolas. Os países colonizadores, Alemanha, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Grã-Bretanha e Itália, durante muito tempo, determinaram os rumos que estes países deveriam seguir. Não houve nenhuma preocupação em relação à população, nem em termos de Educação, nem em termos de infraestrutura. O pior aconteceu quando os colonizadores estabeleceram as fronteiras destes países sem levar em conta as diferenças tribais unindo, em um mesmo país, inimigos figadais. A consequência mais marcante aconteceu em Ruanda entre as etnias Tutsis e Hutus que resultou na morte, estimada, de 800 mil Tutsis.

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A última independência de país africano ocorreu em 1993 quando a Eritreia, país que tinha sido ocupado pela Itália de 1890 até 1941 e que, durante a 2ª Guerra Mundial passou ao domínio da Inglaterra. Outro ponto que chama a atenção é referente à Educação. Como não havia interesse dos colonizadores em desenvolver as pessoas locais a Educação nunca foi prioridade e isto se reflete até os tempos atuais com reflexos em todos os níveis da sociedade.

Em recente Cúpula realizada em Paris, com a liderança de Emmanuel Macron, o Presidente da África do Sul – Cyril Ramaphosa – fez um discurso sobre a situação da África; enfático e contundente, trouxe informações a que não temos acesso pelos meios tradicionais de comunicação. Frente a frente com alguns dos líderes de países colonizadores mostrou a realidade de promessas não cumpridas.

Durante sua fala disse não acreditar mais nas promessas feitas, pois elas não se concretizam no tempo e que, a falta de infraestrutura na África pode ser materializada na existência de 600 milhões de pessoas sem acesso à eletricidade. 600 milhões!!!! Enfatizou o Sr, Cyril que o rio Congo, pelo seu potencial em termos de geração de energia, poderia comportar várias hidrelétricas em seu percurso e que esta seria a prova de que a Cúpula que estava acontecendo estaria trazendo resultados práticos para os habitantes da África.

Que a África não precisa de ajudas caritativas, nem os africanos gostariam de ser tratados como mendigos, mas que a ação de construção das hidrelétricas seria o resultado concreto de ações em benefício do povo e não promessas vazias que se perdem no tempo.

Talvez por não acreditar mais na figura de Papai Noel ou coelhinho da Páscoa acho que, apesar do discurso, o Presidente da África do Sul, não terá suas usinas ao longo do rio Congo, mas a França continuará explorando o urânio extraído das minas de Níger e que abastecem boa parte das 58 usinas francesas que garantem o suprimento de energia aos franceses.

Quando se analisa a miséria em que vivem a maioria dos países africanos é de se perguntar: se todos os povos do mundo tivessem um padrão similar ao dos Estados Unidos quantos planetas, igual a Terra, seriam necessários para sustentar suas necessidades? Fácil entender porque tem tantos necessitados no mundo e que outras pandemias virão!

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