O metaverso já é realidade para inúmeras marcas – e também uma oportunidade para tantas outras que buscam proporcionar experiências e criar conexões. Enquanto as conhecidas big techs estão com atenção e investimentos voltados para a atmosfera virtual, a dúvida sobre como iniciar e rentabilizar este novo cenário ainda é comum. E, de acordo com Walter Longo, publicitário e administrador de empresas com MBA na Universidade da Califórnia, empreendedor digital, palestrante internacional e CEO da Upper, a resposta está baseada no conceito Open to learn: primeiro é preciso aprender para só então dar o passo seguinte.
Autor do livro “Metaverso: onde você vai viver e trabalhar em breve”, Longo esteve na última quarta-feira (31) em Curitiba em evento na Casa LIDE. De acordo com ele, além do ambiente proporcionar livre acesso a um universo em que usuários escolhem até mesmo características pessoais para criação dos avatares, ele também se mostra um importante ativo para incentivar inclusão e educação.
“Hoje existem escolas que ensinam no metaverso e para o metaverso. Uma delas, inclusive, com mais de oito mil alunos. Na educação, a realidade virtual proporciona uma imersão em experiências sensoriais que vão além do aprendizado com o giz, a lousa e o professor: estudantes podem entrar de fato em um ambiente de um livro de história, descer em uma praça na Grécia e assistir a um discurso de Sócrates ao vivo. É possível viver a história. E não apenas ler sobre ela”, explica.
Sobre as possibilidades de monetização e investimentos, Longo elencou diversas oportunidades de negócios para segmentos que vão desde produtos e serviços de tecnologia – até mesmo de imóveis e terrenos (inclusive já adquiridos por ele) –, além de serviços de consultoria, publicidade e product placement.
“No Brasil, por exemplo, uma empresa de publicidade recebeu aporte de 20 milhões para criar avatares para influenciadores”, revela Longo, que aposta em um cenário emergente até 2025.
Repercussão
De acordo com Heloisa Garrett, presidente do LIDE Paraná, receber Walter Longo é antecipar o futuro. “Trata-se de um nome visionário em diversos segmentos e, quando aborda o metaverso, consegue antecipar tendências de forma leve e aplicável. Durante o mentoring, os participantes conseguiram entender a importância deste novo universo para os negócios. Foi uma troca muito valiosa”, argumenta.

