Empresários brasileiros em missão naquele país com apoio da APEX recebem a informação de que há 450 produtos em que o Brasil pode ampliar as vendas. “Os Emirados Árabes são uma porta de entrada para acessar outros mercados da região, além da Ásia e da Europa”, esclarece Mário Aguiar, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina.
Em sua apresentação, Mário Aguiar também informou que os Emirados integram a Área de Livre Comércio Árabe Ampliada (Gafta, na sigla em inglês) – um acordo ratificado por 18 países da região. “Temos condições de incrementar o comércio e atender a esse grupo”, disse, lembrando que boa parte dos produtos importados pelos Emirados vão para os países que compõem o Gafta. Como exemplo, Aguiar citou confecção e artigos de vestuário – 76% das importações vão para outros integrantes do bloco. “Os Emirados Árabes têm 12 portos, as barreiras alfandegárias são as mínimas possíveis. Então, é uma porta de entrada favorável”, declarou.
O Brasil tem um saldo positivo na balança comercial com o país árabe, mas o comércio está concentrado em produtos como carne de aves, carne bovina e açúcar. “O Brasil é o 23° maior fornecedor do mundo árabe. Temos diversidade produtiva, mas precisamos identificar os desafios e vencê-los para aumentar nossas exportações para esse país que tem uma carteira de comércio acentuada”, afirmou.
A comitiva vai participar da Expo Dubai, que estava programada para ocorrer em 2020, mas foi adiada devido à pandemia. O evento, que se iniciou em 1º de outubro de 2021 e vai até o dia 31 de março de 2022, abriga mais de 200 pavilhões de 192 países, e, nesta edição, traz os eixos temáticos: Mobilidade, Sustentabilidade e Oportunidade. O pavilhão do Brasil está localizado no Distrito da Sustentabilidade e mostra a diversidade de fauna e da flora, a multiplicidade étnica, criativa e cultural do povo brasileiro.
A exposição também promove novos negócios, diversificação de mercados e a atração de investimentos. A delegação brasileira cumprirá uma agenda técnica para conhecer as formas de atuação nos Emirados Árabes, seja exportando, importando, fazendo investimentos ou buscando parceiros para projetos. Além disso, os empresários terão a oportunidade de participar de encontros com companhias árabes e realizar visitas técnicas a centros de referência.
Com informações da FIESC.
