Por Maria Regina Runze, designer e cofundadora na BeBrand
Já ouviu falar que santo de casa não faz milagre? Assim foi comigo e com o meu companheiro designer Douglas Raiser. Por cerca de 20 anos, sempre cuidamos da marca de nossos clientes, mas confesso que perdemos o foco nas nossas próprias marcas pessoais ou mesmo nunca havíamos dado muita bola pra isso. Mas, com o mundo acelerado e mudanças no mercado de trabalho, nós nos vimos em carreira solo, como empreendedores.
Douglas ingressou no mundo das startups, mas sentia que sua carreira não decolava por falta de planejamento e foco. Eu perdi o emprego, minha posição como executiva em multinacional e fui eliminada. E não é que, com a era digital, as mudanças aceleradas e o planejamento ágil devem ser encaradas como o novo normal? Nessa batida, fortalecer a marca pessoal deveria ser a obrigação de qualquer profissional.
Com uma marca forte, fica mais fácil mudar de emprego ou ser mais atrativo para o mercado. Foi com essa visão que resolvemos colocar toda nossa energia para fortalecer nossa marca pessoal. O resultado? Uma jornada pra lá de exclusiva, com elementos essenciais de autoconhecimento do universo do coaching, somado a toda a nossa vivência como designers e especialistas em marcas.
Construção de marca é assim: quando descobrimos nossa essência, de forma natural e fluida, fica fácil compartilhar isso para o mundo com autenticidade, foco e energia. É nesse momento que todos os elementos da nossa comunicação, desde a logo, até o tom de voz, comunicam a nossa força de marca em sintonia e essa melodia ecoa na mente do mercado, de forma especial. Quando esse movimento acontece, nossa marca vira hit de sucesso. Fredy Mercury e Janis Joplin que o digam.
O grande erro percebido por nós é que, geralmente, as pessoas tentam trabalhar a comunicação e identidade visual sem identificar seus atributos de marca e propósito na essência. Ou ainda tentar ser alguém que não são. Aí a coisa não flui e parece que o processo fica travado. É quase como ser um cantor cover. Quem quer ser conhecido como cover do Elvis ou da Carmen Miranda? Achar seu tom de voz é o primeiro passo da jornada, ou seja, descobrir seus atributos de marca e posicionamento. É a partir disso que a jornada segue, de forma muito prática, olhando para mercado, posicionamento, identidade visual e criação de logo, até a estratégia de comunicação.
É uma jornada muito prática e leve. Marca é construção diária e todo novo dia é um convite para começarmos hoje. Afinal, não foi de hoje para amanhã que John Lennon ou Elis Regina deixaram sua marca no mundo, não é mesmo?
