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Pesquisa aponta quais ferramentas usar para sair do óbvio nas redes e se destacar em ações para a Black Friday
24 de Novembro de 2020

Pesquisa aponta quais ferramentas usar para sair do óbvio nas redes e se destacar em ações para a Black Friday

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Como criar ações relevantes para se destacar na Black Friday e aumentar as vendas? É a resposta para essa pergunta que a maioria das marcas estão buscando. Com o objetivo ajudar essas empresas, a Winnin, martech que mapeia a cultura nas redes com inteligência artificial, realizou o estudo “Como sair do óbvio na Black Friday”, mostrando que memes, desafios, comparações e lives shopping estão entre os formatos mais assistidos e que ainda têm maior engajamento na data.

De acordo com o cofundador e CEO da Winnin, Gian Martinez, a pesquisa também revelou que os vídeos mais relevantes sobre Black Friday fazem parte de um ecossistema de conteúdo focado em entretenimento que vai além da data em si e se mantém ativo por um período. “Por isso, é importante estar atento a quais formatos performam melhor dentro desse calendário de ações. O memes, por exemplo, que atingem um engajamento médio de 4,5 milhões nas redes são ideais para o pré e pós Black Friday porque entretém os consumidores e os ‘preparam’ para a chegada das promoções”, explica.

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Em um ano marcado pelas lives de entretenimento, o estudo aponta que as lives shopping, formato que une e-commerce e streaming, continuarão a engajar os consumidores durante a sexta-feira. Em 2019, as lives shopping tiveram cerca de 2 milhões de engajamento médio na data. Portanto, as expectativas para 2020 são altas, uma vez que também seguimos evitando aglomerações por conta da pandemia.

Outro formato que registrou um engajamento médio bem próximo às das lives shopping, com pouco mais de 2 milhões, são os vídeos de comparações entre produtos e marcas. “Esses comparativos acabam sendo relevantes nas redes porque trazem um conteúdo informativo de muito valor para as pessoas que estão pesquisando as promoções, principalmente quando o investimento é alto”, esclarece.

Já os desafios sobre a Black Friday que estimulam a participação dos consumidores para receberem descontos ou produtos tiveram um engajamento médio de 4 milhões. Para os dias posteriores, a pesquisa mostra que o famoso unboxing e reviews de produtos feitos por creators são os mais relevantes para os consumidores nas redes, uma vez que eles se interessam pelos itens que seus ‘ídolos’ usam. “Neste ponto, as marcas devem elevar seus publiposts com influenciadores a um nível de entretenimento, explorando formatos como unboxing e testes de produtos de forma tão divertida e dinâmica que não pareça ser um publipost. Assim, é importante encontrar influenciadores que estejam alinhados com o público e alcancem esse objetivo de forma orgânica”, afirma Martinez.

E o propósito?

O executivo destaca que mais do que nunca as marcas precisam se comunicar com propósito. O mapeamento indicou que as empresas que têm se posicionado nas redes apoiando causas alinhadas ao seu segmento tendem a ter mais destaque. Em 2011, por exemplo, a marca de roupas Patagônia fez uma campanha de Black Friday para que as pessoas não comprassem seus produtos, reafirmando seu propósito de sustentabilidade. Depois, as vendas cresceram 30%.

“Ao transmitirem propósito aos consumidores, as empresas também podem ser agentes de transformação, como as marcas que se posicionaram e não vão usar o termo Black Friday”, lembra. Martinez completa que a união de todos esses fatores tendem a ser uma receita de sucesso para esta Black Friday.

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