O e-commerce é uma realidade e seu crescimento basicamente uma constante. O número exato das vendas em 2020 no Brasil não é conhecido, mas a ABCOMM (Associação Brasileira de E-Commerce) estimou em R$79,9 bilhões. O aumento em 2018 será de 16% caso se confirme o montante.
Esse crescimento é espetacular, ainda mais porque o Brasil ainda se recupera economicamente de anos negativos.
Mas há mais para alcançar? Tem como aumentar ainda mais a renda do e-commerce ou um limite foi alcançado? O que reserva o futuro do e-commerce? É isso que iremos abordar neste texto.
O Céu é o Limite
A verdade é que não há como colocar um teto para o poder do e-commerce porque os produtos cada vez mais serão digitais.
Por exemplo, livros físicos que hoje podem ser entregues em casa devem vender cada vez menos, substituídos por arquivos digitais que podem ser vistos no computador, celular ou aparelhos de leitura.
O mesmo já aconteceu com música e filmes e deve avançar rapidamente com outros produtos.
Além da digitalização de produtos, também é possível falar que o comércio eletrônico irá aumentar porque coisas que fazemos offline irão para as telas.
Um exemplo ótimo para isso é a educação à distância, ou e-learning. Em vez de ir até escolas e faculdades para fazer a inscrição, assistir aulas e fazer provas, podemos contratar um curso online e fazer tudo em casa. Isso é uma forma de educação online.
Isso é possível por diversos tipos de programa. Por exemplo, com o Wondershare PDFelement é possível que apostilas, provas e todo tipo de material seja digitalizado e acessado apenas com permissão de um certo usuário. A escola ou o professor enviam para o aluno e ele pode acompanhar o conteúdo junto com uma aula ou então por conta própria.
Outra coisa que possibilita isso é o streaming cada vez melhor e mais potente. As aulas podem ser transmitidas ao vivo, com muitas pessoas visualizando ao mesmo tempo e com qualidade alta.
O potencial enorme do e-commerce, portanto, não é apenas vendendo mais produtos como conhecemos hoje e sim possibilitando a criação de comércios inovadores.
Mudança nas entregas?
Causou rebuliço quando a gigante do e-commerce Amazon declarou que usaria drones para realizar as suas entregas. Pois bem, o drone está pronto e não demorará muito para você receber uma entrega assim.
As entregas ainda são um “ponto fraco” do e-commerce, já que todo tipo de problema pode acontecer. No Brasil, onde a logística é desafiadora, é normal que o frete seja caro, as entregas tenham uma certa demora. Também é difícil evitar quebras ou extravios em qualquer parte do mundo.
Por isso a questão das entregas sem dúvidas é um problema que todas as cabeças pensantes da indústria querem solucionar ou tentar alternativas. Veremos onde isso dará.
Empresas online “abrem lojas”?
Pode parecer algo que não faz sentido algum, mas faz todo o sentido. É óbvio que o comércio eletrônico afetaria o físico, já que oferece praticidade, disponibilidade e muitas vezes preços melhores. Mas os dois podem sim coexistir.
Certas coisas que as lojas físicas trazem ainda não podem ser suplantadas pela venda online. Ver o produto com os próprios olhos, pegar, sentir, adquirir confiança, tudo isso é prejudicado. E as gigantes do e-commerce sabem disso.
A chinesa Alibaba abriu uma loja física permanente em Madrid com produtos eletrônicos e tecnológicos, acessórios e itens para a casa.
Já a Amazon abriu sua rede de supermercados com ideias inovadoras. Por exemplo, não há caixas. Você pega os produtos nas prateleiras e geladeiras e a cobrança será feita pela sua conta da Amazon, que terá um cartão de débito ou crédito ou carteira eletrônica cadastrada.
Esses dois exemplos são perfeitos para mostrar a importância de lugares físicos. Celulares e computadores, assim como comida, podem ser comprados online e entregues em casa. Mas poder ver os aparelhos antes de fazer o (alto) investimento, assim como ver a origem do que você come e ter a escolha visual ainda importam muito.



