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Saiba como se proteger e evitar fraudes ao utilizar o Pix
08 de Outubro de 2020

Saiba como se proteger e evitar fraudes ao utilizar o Pix

Desde o início do cadastro para utilização do PIX, novo serviço de transações e transferências do Banco Central, 16,6 milhões de chaves já foram habilitadas. A nova modalidade – concorrente direta do TED (Transferência Eletrônica Disponível) e do DOC (Documento de Ordem de Crédito), entra no ar a partir do dia 16 de novembro, às 6h30.

Mas apesar do seu lançamento recente e da grande procura por suas vantagens, o serviço já vem sendo usado como isca em golpes cibernéticos, o famoso “phishing”, com mensagens falsas. A Kaspersky, empresa de soluções em cibersegurança, detectou só no primeiro dia de cadastramento da chave, mais de 30 domínios falsos com o termo “Pix”. O objetivo seria coletar dados bancários e pessoais, como senhas bancárias e números de CPF e celular.

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Portanto, é importante realizar algumas precauções antes de realizar o cadastramento do PIX, como ignorar informações que sejam enviadas por e-mail, SMS ou pelo WhatsApps pedindo dados bancários para criar uma chave, pois elas só podem ser cadastradas via site ou aplicativo oficial dos bancos, fintechs ou cooperativas cadastradas para oferecer o serviço.

“Nenhuma instituição financeira tem o direito de solicitar essas informações e nem é possível realizar alguma funcionalidade do Pix fora do site/aplicativo delas”, afirma o coordenador da subcomissão de pagamentos instantâneos e porta voz do grupo de segurança da Febraban, Ivo Mósca, em entrevista ao Estadão. “Não confie mesmo se a identidade visual for igual”, comenta o advogado e perito em crimes cibernéticos, José Antonio Milagre.

Também é necessário ficar atento na hora de fazer pagamentos e transferências, pois para essas funções o destinatário deverá mandar o código da chave ou o QR Code do estabelecimento. Então, não confie em contatos feitos por canais suspeitos e pague apenas via chave ou QR Code enviados diretamente dos endereços oficiais da instituição onde o produto está sendo adquirido.

Além disso, é importante sempre alterar senhas para evitar possíveis hacks, manter o aplicativo e o smartphone atualizados e não realizar transações via internet pública. Outra forma de proteger os dados é manter o aparelho sempre bloqueado com senha ou biometria, e aplicativos financeiros devem sempre ser deslogados ao terminar o uso. “É importante se proteger de todas as formas no mundo digital”, completa o advogado e perito em crimes cibernéticos.

 

 

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