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Backlinks tóxicos viram ameaça para marcas em meio às atualizações dos algoritmos
22 de Julho de 2026

Backlinks tóxicos viram ameaça para marcas em meio às atualizações dos algoritmos

Links artificiais podem reduzir a visibilidade de empresas nas buscas e provocar ações manuais do Google

Entre março e junho de 2026, o Google realizou duas atualizações amplas de classificação voltadas ao combate ao spam. A sequência aumentou a atenção sobre as estratégias de backlinks capazes de reduzir a visibilidade das empresas.

Backlinks são links publicados em uma página que direcionam o leitor para outro site. Isso ocorre, por exemplo, quando um portal cita uma pesquisa de determinada empresa e inclui um acesso para o estudo original. Para os mecanismos de busca, essa referência pode funcionar como um sinal de relevância e confiança.

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Nem todo backlink transmite o mesmo valor. Links conquistados em conteúdos relacionados à atuação da empresa tendem a fortalecer sua presença digital. Aqueles criados apenas para manipular resultados, sem relação com a informação publicada, podem ser classificados como spam.

De acordo com a agência de Digital PR, Search One Digital, um backlink se torna preocupante quando aparece em sites sem relevância, redes automatizadas ou páginas criadas somente para distribuir links. A compra em grande escala e a repetição das mesmas palavras no trecho clicável também acendem um alerta.

As políticas do Google consideram irregulares práticas como compra de links, uso de programas automatizados e publicação excessiva de referências em diretórios, comentários ou conteúdos de baixo valor.

Quando identifica esse padrão, o buscador pode desconsiderar a recomendação transmitida pelo link. A empresa não recebe necessariamente uma penalização, mas pode perder posições que eram sustentadas por referências artificiais.

Uma queda de tráfego durante uma atualização também não comprova a existência de backlinks tóxicos. Problemas técnicos, conteúdos desatualizados e avanço de concorrentes podem provocar o mesmo efeito.

O monitoramento deve observar aumentos repentinos no número de sites que direcionam links para a empresa, concentração das referências em poucas páginas e repetição de palavras comerciais nos trechos clicáveis. O contexto da publicação precisa ser considerado antes de classificar um backlink como prejudicial.

Casos mais graves podem resultar em uma ação manual. A medida ocorre quando uma revisão humana identifica tentativas de manipulação e pode reduzir a classificação ou retirar páginas dos resultados. O proprietário recebe o aviso no Google Search Console e deve remover os links irregulares antes de solicitar uma nova avaliação.

A ferramenta Disavow permite pedir ao Google que desconsidere determinados links. O recurso deve ser usado somente quando existe um volume considerável de referências artificiais e risco concreto de ação manual. O envio indiscriminado pode eliminar o valor de backlinks legítimos.

Digital PR transforma informação em autoridade

O Digital PR cria um caminho diferente para a conquista de backlinks. Em vez de comprar espaços ou distribuir links sem contexto, a estratégia transforma pesquisas, dados proprietários e especialistas da empresa em fontes para jornalistas e veículos de comunicação.

Quando uma marca oferece informações relevantes para uma reportagem, ela pode ser citada como referência e receber um link para o estudo, levantamento ou conteúdo original. O backlink passa a fazer parte da informação publicada e alcança leitores interessados no mesmo tema.

A estratégia também amplia o reconhecimento da empresa fora dos resultados de busca. Menções em veículos relacionados ao setor reforçam a reputação da marca, geram tráfego qualificado e aumentam as possibilidades de novas citações.

A CEO da Search One Digital, Carolina Peres, destaca o Digital PR como alternativa à compra de backlinks. “Neste modelo, o link surge como consequência da relevância da informação publicada. A marca reduz a dependência de redes artificiais e constrói um perfil de autoridade mais alinhado às políticas dos mecanismos de busca”, ressalta.

 

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