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Metaverso é uma promessa distante ou realidade acontecendo agora?
17 de Janeiro de 2022

Metaverso é uma promessa distante ou realidade acontecendo agora?

A única coisa que a Meta/Facebook fez até agora foi dizer algo como “O metaverso veio pra ficar!”. Mas mostrou muito pouco até o momento.

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por Fabiano Goldoni*

 

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Desde que o Facebook anunciou a mudança do nome da empresa para Meta, em alusão ao metaverso, esse termo passou a aparecer em quase todas as previsões sobre tendências para o próximo ano.

 

 

O termo metaverso teve um aumento repentino nas buscas do Google na mesma data do anúncio de mudança de nome da empresa.

A essa altura do campeonato, você já leu vários artigos para entender que negócio é esse de metaverso, que ninguém estava falando até o Facebook trocar de nome.

 

A aposta da Meta/Facebook fez os holofotes virarem para essa tendência uma vez que a empresa colocou absolutamente todas as suas fichas ao mudar de nome. A partir daí, o assunto virou pauta obrigatória, não só para portais de tecnologia e especialistas, mas para todos os editores de notícias. O programa Fantástico chegou a fazer uma simulação do metaverso para explicar na TV aberta essa nova tendência.

 

O metaverso está na boca do povo.
Uma discussão interessante sobre o metaverso é justamente a grande pergunta das pessoas no Google. Existe uma divergência conceitual sobre o que é o metaverso. Alguns mais puristas (entre eles a Meta/facebook) afirmam que a experiência imersiva de navegação online em um ambiente virtual demanda um equipamento específico. O preço desse equipamento pode variar bastante. O Oculus é um desses e custa pouco mais de 3 mil reais. Já o da marca Balikha custa bem menos: cerca de 200 reais. Além disso, a visão mais purista defende uma integração dos diferentes ambientes virtuais, onde é possível usar uma roupa comprada com NFTs e transitar entre metaversos com os mesmos bens virtuais.

 

Metaverso hoje.
Existe uma outra “vertente filosófica” que é menos restritiva em relação ao que podemos considerar como metaverso. Muitos já afirmam que o metaverso é um ambiente de experiências imersivas dentro dos games. Reuniões de trabalho são marcadas dentro de ambientes construídos pelos próprios jogadores com seus avatares. Festas de carnaval durante a pandemia, encontro de ex-colegas de colégio e muitas outras experiências acontecem dentro de jogos. Além disso, muitas marcas já estão abrindo suas lojinhas virtuais e iniciativas de marketing dentro de games. Bem, há quem diga que isso não tem nada a ver com metaverso. Este artigo da Wired reforça este conceito de que a Meta/Facebook apenas deu um nome para uma tendência sem mostrar nada sequer próximo do que é realidade na vida de milhões de gamers já faz algum tempo.

Independente de qual visão ou versão de metaverso você acredita, eu estou seguro de que a internet como a conhecemos vem evoluindo e os games são uma parte importante dessa transformação. Existem diversos negócios sendo desenvolvidos utilizando games populares como plataforma. Um exemplo muito interessante é o Clube de Habilidades. Trata-se de uma metodologia de aprendizagem de habilidades sócio-emocionais baseada em games para crianças de 8 a 14 anos. O ambiente virtual dos games é algo com potencial enorme que toda uma geração de profissionais de marketing ainda desconhece. Para os pais, é um sonho imaginar que as crianças podem passar 2 horas fazendo algo útil no PK XD ou no Roblox.

 

O metaverso que vai afundar.
A Meta/Facebook tem muita capacidade de investimento, mas parece ter largado atrás nessa corrida. Em todas as declarações sobre o projeto (que são bem vagas pra falar a verdade) se menciona o uso de óculos VR. A necessidade de adquirir um novo produto é uma barreira que não deve ser menosprezada para o crescimento da base de usuários. Para se ter uma ideia, o site Horizon Worlds da Meta/Facebook tem cerca de 15 milhões de acessos mensais. Só o Roblox tem 1.1 bilhão de acessos por mês. Mark vai ter que usar muitos espaços de mídia para converter parte dos seus mais de 2 bilhões de usuários a comprarem um Oculus como passaporte para o seu metaverso. É mais fácil fazer como a Microsoft, que comprou a Minecraft em 2014.

 

O metaverso que vai decolar.
As iniciativas que adotarem aplicações já consolidadas como plataforma para experiências imersivas terão um mercado mais consolidado para abocanhar. Ao mesmo tempo, estarão colocando o primeiro pé nesse mar de possibilidades, seja lá qual for a sua forma futura. É importante levar em consideração a base atual de usuários e as barreiras para novos entrantes para investir em algo que demanda o insumo mais caro do mercado hoje: desenvolvedores. Por isso, acredito muito mais no futuro de quem já está criando pequenos experimentos agora do que na promessa do que parece ser um novo Second Life. O movimento espalhafatoso da Meta/Facebook serviu para confundir até as pessoas que já vivem o metaverso e sequer se dão conta, pois para muitos é algo bastante natural encontrar os amigos para trocar uma ideia no PK XD.

Podemos dizer que o metaverso na sua forma mais purista é um futuro distante que tem uma versão 1.0 acontecendo agora. Aqueles que começam a criar valor hoje terão muito mais conhecimento e experiência para as próximas versões do metaverso amanhã.

*Fabiano Goldoni – Founder Alright Adtech Company | Innovation | Growth | Mentor | Speaker

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