Um massivo ataque de negação de serviço a servidores em diversos países andou deixando a internet lenta nos últimos dias, já sendo considerado, por alguns, como o maior ataque do gênero da história. Segundo a BBC britânica, o ataque afetou serviços populares, como a Netflix, e está sendo investigado por polícias e especialistas em segurança.
O problema começou com uma briga entre o Spamhaus, grupo europeu de combate ao spam, e a Cyberbunker, empresa holandesa de serviços de data center, segundo a BBC. O Spamhaus incluiu servidores da Cyberbunker numa lista de emissores de spam. A lista é usada pelos programas antispam para filtrar os e-mails.
O grupo diz que a empresa está por trás dos ataques, que teriam sido lançados em retaliação ao bloqueio. No site da Cyberbunker, há uma nota acusando a Spamhaus de incluir a empresa na lista de bloqueio indevidamente. A Cyberbunker também diz que se reserva o direito de hospedar qualquer coisa em seus servidores “exceto pornografia infantil e coisas relacionadas com terrorismo”.
A técnica usada pelos criminosos é a de negação de serviço. Para realizar um ataque desse tipo, primeiro um grande número de computadores são infectados com um programa maligno que permite controlá-los à distância. Depois, esses computadores zumbis são usados para inundar os servidores-alvo com solicitações de dados. Em geral, um ataque desse tipo envia algumas dezenas de gigabytes por segundo ao servidor-alvo, o que é suficiente para derrubá-lo. Mas, no caso do Spamhaus, o fluxo chega a 300 gigabytes por segundo, volume capaz de congestionar a internet.
Os ataques vêm sendo realizados desde o último dia 18, em seguidas ondas. O alvo principal são os 80 servidores de DNS do Spamhaus espalhados por diversos países. Esse tipo de servidor traduz endereços para um código numérico conhecido como endereço IP. Isso é necessário para que cada pacote de dados encontre seu destino. Grandes empresas, como o Google, colocaram seus recursos à disposição para absorver a sobrecarga de dados e evitar um colapso na internet.
Com informações, Exame.com
