Ao falar em startups, o primeiro pensamento que se tem é dos unicórnios – os cases de sucesso – e quase nada é evidenciado sobre as companhias que não tiveram o mesmo êxito. A PwC Brasil, empresa de consultoria, estima que nove a cada dez startups não sobrevivem. Os motivos vão da falta de mercado às falhas nas estratégias de marketing.
Com essa visão do setor surgiu em 2019 a edtech catarinense 49 educação, a primeira Startup University do Brasil, criada dentro do Vale do Silício, na Universidade de Stanford, que oferece um programa de mentoria e educação para empresas emergentes.
No ecossistema “startupeiro”, conexão é uma palavra de ordem, e foi assim que a 49 educação firmou parceria com a Leonora Ventures, uma corporate venture builder cujo objetivo é fomentar ideias inovadoras no setor de educação, bem como promover a aproximação entre organizações já consolidadas e startups.
Com oito empresas inovadoras em seu portfólio, a Leonora Ventures visa fortalecer suas startups para que elas amadureçam, cresçam e alcancem seu sucesso, e assim, por consequência, tragam retorno aos investidores. Para isso, conta com a 49 educação, que por meio da sua tecnologia e metodologia própria de growth up, vai auxiliar as startups que estão em fase de aceleração a ampliarem seus conhecimentos e desenvolverem seus negócios.
Para mensurar o nível de maturidade das startups, a 49 educação criou um aplicativo próprio que faz esse cálculo a partir de algoritmos. Conforme o grau de cada uma, as startups são colocadas em contato com outras para a troca de conhecimento e criação de uma base de apoio ainda maior nesse ecossistema.
“Escalar startups é um processo cíclico. Vamos impulsionar as empresas e fazer com que elas cresçam. Com essa parceria, estamos levando a Leonora Ventures para dentro da 49 educação. O intuito é fomentar o ecossistema do segmento e proporcionarmos trocas e mentorias às startups”, pontua Ana Paula Debiazi, CEO da Leonora Ventures.
O programa desenvolvido pela 49 educação dura oito semanas e envolve também o fundador da startup para potencializar sua visão sobre growth e fundraising (crescimento e captação de investimento). Dessa maneira, o líder replica os ensinamentos para sua equipe. Ao final do treinamento, a empresa conquista três ativos tangíveis: playbook de vendas para seguir o growth (guia de crescimento); como adquirir leads e conversão de vendas; e qualificação do pitch e do one pager, com o diagnóstico e prognóstico de sua startup.
Ao término do processo de aceleração, as startups estarão na comunidade da 49 até o final deste ano, e o one pager será atualizado mensalmente para fazer com que elas cumpram os objetivos estabelecidos ao longo do projeto, e assim chamem a atenção do mercado, destacando-se no ecossistema.
“Nosso objetivo é gerar ativos e transformar essas startups em negócios mais atraentes. Com uma visão de fora, percebemos as fragilidades e oportunidades, forças e fraquezas de cada empresa, e assim trazemos soluções para que elas ganhem notoriedade. Com as startups da Leonora Ventures não será diferente; estamos muito otimistas com essa parceria”, finaliza Leandro Piazza, fundador e CEO da 49 educação.
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