Publicis Groupe e WPP permanecem na disputa por agência comandada por Julio Ribeiro
23/08/2010 – A venda da Talent, que nos sete primeiros meses de 2010 contabilizou faturamento bruto de R$ 597,3 milhões, continua movimentando o mercado. O valor especulado da venda ao Publicis Groupe é de R$ 300 milhões, considerado ???muito alto??? por consultor especializado e que acompanha com olhos atentos esse tipo de negociação no trade. Apesar da avaliação, se comparado aos US$ 100 milhões que a holding Omnicom, através da marca DDB, pagou para comprar a DM9, parece plausível. Porém, são momentos diferentes.
A fonte do propmark diz que para ser cotada em R$ 300 milhões, o lucro médio da Talent deveria ser de R$ 100 milhões por ano nos últimos três ou o Ebtida (lucro sem pagamento de impostos) em igual período. O Publicis deve realmente fechar o negócio. O processo está em andamento (due diligence) e conta com a ajuda de um banco. Porém, o processo não segue a linha de raciocínio de negócios do grupo, que possui uma série de marcas publicitárias, como a Leo Burnett, Publicis, BBH e Saatchi & Saatchi, por exemplo. Se comprar mesmo, o Publicis deverá manter a marca Telent, pelo menos por algum tempo.
O WPP também fez oferta, mas diminuiu ritmo com o valor anunciado na mídia. Porém, ainda está disputa pela compra da agência do legendário Julio Ribeiro, que completa, em 2010, 77 anos de vida e tem mais de 80% do controle acionário. O interesse do WPP é agregar um novo negócio à Grey Brasil que, apesar de ir bem, sofreu desgaste com a sociedade que manteve com Silvio Matos (ele também sofreu desgaste). A Talent vive um dos seus melhores momentos, principalmente com a conta do Banco Santander, um negócio anual de R$ 180 milhões. O embate de Maurice Levy, do Publicis, e Martin Sorrel, continua.
Fonte: Propmark, com texto de por Paulo Macedo
