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Saber fazer: estudantes da Uniasselvi fazem sucesso no cinema do Alto Vale
01 de Março de 2011

Saber fazer: estudantes da Uniasselvi fazem sucesso no cinema do Alto Vale

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Os egressos Gabriel Garcia e Fernando Ávila, juntamente com o estudante Raphael Stuy, todos três do curso de Publicidade e Propaganda da UNIASSELVI, estão fazendo sucesso na área de cinema no Alto Vale do Itajaí. Criadores da Fábrica do Cinema, os jovens pretendem fomentar e movimentar a cultura cinematográfica na região. No último final de semana, a Fábrica de Cinema foi tema de uma entrevista na coluna Contracapa, do jornalista Cristiano Santos, no Jornal de Santa Catarina. A matéria fala da inquietação dos amigos – que moram em Rio do Sul – e de um trabalho emplacado nacionalmente, feito pelos jovens. Confira abaixo parte da entrevista concedida por Gabriel Garcia (foto abaixo) ao JSC.

 
Como nasceu a Fábrica de Cinema do Alto Vale?
 
Eu e meus amigos, Rafael e Fernando, já vínhamos fazendo projetos independentes desde quando estudávamos Publicidade e Propaganda na UNIASSELVI, em Indaial. Eu e o Fernando estudamos juntos e fizemos documentários e curtas. Quando surgiu a parceria com o pessoal da Vince, uma banda que já estava projetada no cenário musical da região e estava com o comprometimento de levar o clipe pra frente, decidimos dar um nome para esta parceria. Parar de trabalhar no anonimato, só na amizade, realmente criar um nome. No começo foi mais simplório, fizemos só o site, mas depois começaram a surgir propostas de trabalho. Aí, montamos um escritório que, na verdade, é mais um playground. A parede é toda de gibi. É o nosso QG de concentração.
 
Vocês três já trabalham na área?
 
Sim, dois com televisão e o terceiro em uma produtora de vídeo.
 
Como o mercado do Alto Vale recebeu a ideia?
 
O cenário é independente. O pessoal ainda não compreende a proposta, que é realmente trabalhar com a visão, com a produção cinematográfica. Eles acham que é uma produtora de vídeo e procuram para fazer audiovisual, mas essa não é a nossa proposta. Até pegamos um ou outro para poder comprar equipamento. A ideia é fazer cinema e transformar a Fábrica em um coletivo porque fazer cinema é difícil, o cenário é pequeno. Para fazer um filme é preciso, no mínimo, de umas 10 pessoas para trabalhar na produção. Com isso, a galera participa. O mercado está muito forte na área cultural de música, principalmente depois do videoclipe da Vince.
 
O cinema tem um clichê que é “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, frase do Glauber Rocha. O que você acha disso?
 
Eu já parti deste preceito. Antes de ter feito a pós, eu era bem adepto. Eu até fiz um filme nesse sentido com o Nestor Jr. (artista plástico de Blumenau que mora atualmente na França – e também egresso da UNIASSELVI). Nós fizemos um produto que foi experimentalismo total. A gente chegou na hora com o argumento do filme, uma câmera na mão e começamos a desenvolver as cenas na hora. Eu acho válido, justo como ferramenta de experimentação. Mas hoje em dia, quando vou fazer um projeto gosto do roteiro no papel, as cenas todas decupadas, já definidos os planos e os enquadramentos para você não ter surpresa na hora. O produto final é melhor com planejamento. Mas, às vezes, não substitui o feeling.
 
 
 

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