Na foto: Carol Denardi, Sílvio Loddi, Hugo Rodrigues e Jailson de Sá
Profissionais renomados do mercado da comunicação reforçaram a importância de todo o segmento acompanhar as tendências de forma estratégica e condizente com as necessidades da empresa e do público
O segundo e último dia do 19º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão da Acaert, realizado no Centrosul, em Florianópolis, foi marcado por sete palestras que discutiram sobre inteligência artificial, inovação, tecnologia, consumo, perfil do consumidor e transformações sociais que impactam diretamente na forma como as empresas se comunicam com o público.
Logo cedo, o publicitário e administrador de empresas, Walter Longo, fez a plateia refletir sobre a interação entre o humano e a máquina, e por qual perfil cada um decide optar: uma existência normal ou uma existência exponencial. “Imaginação, expressão e repertório é o kit de ferramentas das novas competências e, para tanto, é preciso repensar a educação dos jovens para esse novo mercado de trabalho”, observou.
Enquanto o primeiro palestrante do dia trouxe reflexões como a Inteligência Artificial não vai tirar o emprego de ninguém, mas alguém usando a IA, vai. Afinal, segundo Walter, a tecnologia está trazendo mais humanidade aos humanos, “HiTouch é a riqueza atual e HiTech é a commodity”, o conselheiro da SET e Diretor de Estratégia e Tecnologia da Globo, Raymundo Barros, discorreu sobre o consumo e a evolução da TV aberta para a era da TV digital.
Relevância do Rádio
Na sequência, a editora-chefe da Rádio Gaúcha, Andressa Xavier, compartilhou as experiências da equipe de jornalismo da emissora durante a cobertura das enchentes do Rio Grande do Sul, que começou no dia 28 de abril.
De acordo com ela, esta experiência, entre tantos aprendizados que trouxe, é quase como uma comprovação de que o rádio não vai morrer. “O rádio é uma mídia que está em todos os lugares, é fácil acompanhar, funciona no rádio de pilha, que inclusive foi usado por muita gente para se informar durante os piores períodos da enchente, ele também está nas plataformas, e se expande de forma fenomenal”, concluiu sua fala.
Após a pausa para o almoço, o público participou da pesquisa da Rádio Acaert 2024 que foi seguida da palestra com o empreendedor, consultor digital e jornalista, Guilherme Ravache. Com o título “Big techs vão passar, produtores de conteúdo relevante perduram”, o profissional colocou luz à celeridade da mídia, sem esquecer que a tecnologia é ainda mais rápida que a mídia.
“No fim do dia, não é sobre quem você contrata ou sobre quantas pessoas fazem parte da sua audiência, mas sobre quantas conversas consegue gerar”, sugere Guilherme. Ele reforça a importância de entender para onde os consumidores estão caminhando e que voltar a atenção para os veículos locais/regionais de comunicação é uma estratégia extremamente relevante.
Os leitores têm muito mais confiança no jornalismo local, que pode ser confirmado pelos próprios consumidores, facilmente. Guilherme, reforça que focar é fazer mais do que realmente importa; é mostrar a capacidade de cada um ser referência naquilo que faz.
Logo depois, a diretora de desenvolvimento de negócios regionais do Kantar | IBOPE Media Brasil, Giovana Alcantara, também trouxe números e informações relevantes para entender a concorrência e a estratégia de saber o que o mercado está produzindo, para que seja possível colocar a sua identidade no conteúdo produzido por cada empresa.
Comportamento do Consumidor
Quem encerrou o ciclo de palestras do Congresso foi o publicitário, estudioso do consumo e do comportamento do consumidor, Hugo Rodrigues. Pouco antes de subir no palco, ele participou do podcast produzido pela Acaert durante o evento, ao lado do editor-chefe do AcontecendoAqui, Jailson de Sá quem fez a mediação do bate-papo ao final da apresentação.
Hugo começou sua palestra falando que o rádio é a TV em transformação e como é essencial os comunicadores e produtores de conteúdo colocarem uma interrogação em tudo que fazem. “Esse hábito faz a gente se desenvolver mais rápido; ser criativo não é só ter ideias originais, é pensar como torná-las realidade; e o que importa é a consequência da criatividade”, observou.
Ele compartilhou, ainda, seu “mantra” diário: espere o melhor, prepare-se para o pior, aceite o que vier. De acordo com Hugo, a dispersão da atenção – ainda mais presente atualmente – faz com que os profissionais exercitem mais a criatividade para estudar mais a fundo e entregar com base o que se promete.
Estar atento às macrotendências no mercado de trabalho; ações como os programas de diversidade; equidade e inclusão; o Grey Power – que cresceu 10x mais rápido nos últimos três anos -; a Geração silenciosa dos 70+, detêm 32% da riqueza bilionária dos EUA, apesar de compor apenas 6% da população, são alguns assuntos que pedem pelo pensamento analítico, para que os profissionais se prepararem para o futuro de forma estratégica, dando atenção a um público que nem sempre é contemplado.
Hugo finalizou reforçando que curiosidade, humildade e inteligência emocional são os pilares que fazem os profissionais deixarem sua atenção onde é, de fato, um local estratégico para o seu mercado de trabalho.
Networking
Durante o dia todo, fornecedores da indústria da radiodifusão estiveram presentes na Feira de Expositores, garantindo o networking e a imersão de profissionais nas experiências relacionadas às marcas.
A noite de encerramento contou com a Cerimônia de Entrega do Prêmio Microfone de Ouro, além de um coquetel e um show para celebrar as conquistas e todo o conhecimento compartilhado e adquirido nestes dois dias intensos de congresso.
Repórter: Letícia Bombo
Foto: AcontecendoAqui

