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Pesquisa mapeia comportamento de mídia e consumo dos fãs brasileiros às vésperas da Copa
27 de Novembro de 2025

Pesquisa mapeia comportamento de mídia e consumo dos fãs brasileiros às vésperas da Copa

Estudo aponta que 70% do público esportivo já acompanha conteúdos ligados ao mundial

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7 em cada 10 pessoas no Brasil já entraram no clima de Copa do Mundo e estão consumindo conteúdos relacionados à competição.

É o que revela o estudo inédito “O Brasileiro e a Copa: Mídia, Influência e Consumo”, encomendado pela mediatech de esportes Resenha Digital Clube e desenvolvido pela Data-Makers. A pesquisa, que ouviu 1.000 fãs de esporte de diversas classes e regiões, mapeia comportamentos de consumo, mídia e a crescente influência do marketing digital no período.

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A expectativa geral é alta: 95% pretendem assistir à Copa, e 8 em cada 10 planejam acompanhar os jogos com a mesma ou maior intensidade do que na edição anterior. O interesse não se restringe à Seleção Brasileira, já que quase metade (47%) dos fãs de esportes quer acompanhar jogos de outras equipes também, sinalizando um campo amplo de oportunidades para marcas associadas ao evento.

Comportamento multiplataforma

A experiência ao vivo da Copa do Mundo de 2026 será predominantemente multiplataforma, com 54% dos fãs utilizando mais de uma tela para acompanhar os jogos e 12% optando somente pelo celular. No quesito de consumo de conteúdo (notícia, informação e entretenimento), a TV aberta ainda lidera com 85%, mas as plataformas digitais demonstram força avassaladora e são complementares, com Instagram (82%), Sites de Notícias (77%), YouTube (70%) e TikTok (42%) atuando como canais essenciais.

Para interações durante os jogos, o WhatsApp domina com 49% da preferência, seguido por Instagram (12%) e YouTube (10%). Essa torcida online usa seus aparelhos principalmente para comentar e postar (86%) e trocar mensagens com amigos (71%).

“A Copa começou para o brasileiro e as marcas têm a oportunidade de criar um clima de engajamento que se estende desde já até o início oficial do mundial, quando se espera um grande boom de atenção e conexão. Quem souber jogar esse jogo unindo experiência multiplataforma, interações em tempo real e a força de amplificação de influenciadores e páginas especializadas estará bem posicionado para transformar paixão em resultados concretos”, afirma Leandro Gléria, head de operações do Resenha Digital Clube.

Consumo aquecido

A Copa do Mundo também promete gerar um aquecimento econômico importante, já que 71% dos fãs do esporte afirmaram que devem consumir mais produtos e serviços devido à Copa. Nesse sentido, o estudo aponta um aumento nas visitas a bares e restaurantes (76%), no consumo de snacks (72%), doces e chocolates (66%), carnes (60%), bebidas não-alcoólicas (60%) e alcoólicas (54%).

A conectividade também se destaca, com o consumo de internet móvel e ligações disparando para 64%. Há ainda um crescimento previsto em vestuário e acessórios, com roupas temáticas e adereços (43%) e roupas em geral (21%). Destaque também para a categoria de apostas esportivas, que registrou um aumento de intenção de consumo de 62%.

Marcas no jogo

A relação dos brasileiros com as marcas participantes do torneio é extremamente positiva, com 56% dos fãs preferindo marcas associadas ao evento. Outro dado importante nesse sentido mostra que 37% demonstram um engajamento emocional, passando a gostar mais de uma marca que patrocina a Copa.

As ações de marketing mais populares incluem promoções (21%), itens colecionáveis (18%) e criação de conteúdo (17%). No top of mind de marcas, Adidas (12%) e Nike (10%) lideram, demonstrando a força do material esportivo na percepção do público.

“A Copa do Mundo representa uma janela de oportunidade única para as marcas. Nosso estudo mostra que os consumidores brasileiros não somente prestam mais atenção às marcas patrocinadoras, como de fato alteram seus hábitos de consumo durante o torneio. As marcas que souberem criar conexões autênticas com o momento esportivo, seja por meio de promoções relevantes ou geração de conteúdo de qualidade, terão ganhos expressivos não apenas em vendas imediatas, mas principalmente em brand equity de longo prazo”, destaca Fabrício Fudissaku, CEO da Data-Makers.​

Poder dos Influenciadores

Influenciadores digitais também terão um papel crucial na Copa de 2026, com 53% dos fãs considerando comprar um produto indicado por um influenciador de quem gostam, e 45% passando a gostar mais de marcas que patrocinam seus influenciadores preferidos. Os tipos de influenciadores mais valorizados são ex-atletas ou técnicos profissionais (31%) e jornalistas especializados (19%), embora nativos de redes sociais (15%) e humoristas (14%) também se destaquem. Os conteúdos preferidos dos fãs são comentários durante a transmissão (30%), lives pré/pós-jogos (23%) e análises técnicas (14%). Entre as figuras públicas mais influentes, Neymar (31%), Neto (21%) e Tiago Leifert (14%) lideram.

Apostas em alta

Por fim, o segmento de apostas esportivas mostra-se em franca expansão. O estudo aponta um grande potencial para este mercado, com 42% dos fãs declarando intenção de fazer apostas durante a Copa. A maioria (55%) pretende apostar valores baixos, de até R$ 50. Os principais motivadores para experimentar plataformas de apostas são promoções (34%) e melhores odds (30%), indicando a sensibilidade do público para estratégias de aquisição e retenção.

Principais insights do estudo:

  • 71% dos brasileiros consomem mais produtos/serviços por causa da Copa; 56% preferem marcas associadas.
  • 37% dos fãs passam a gostar mais de marcas que patrocinam a Copa.
  • Promoções (21%), colecionáveis (18%) e conteúdo (17%) são as ações de marketing mais populares.
  • Adidas (12%) e Nike (10%) lideram o top of mind de marcas.
  • 53% considerariam comprar produto indicado por influenciador; 45% gostam mais de marcas que patrocinam influenciadores.

Sobre o Estudo

A pesquisa “O Brasileiro e a Copa” foi realizada pela Data-Makers, sob encomenda da mediatech de esportes Resenha Digital Clube, em outubro de 2025. O estudo utilizou entrevistas on-line de autopreenchimento com 1.000 brasileiros que acompanham eventos esportivos, representando todas as classes sociais e todas as regiões do Brasil.

O perfil da amostra incluiu 44% de mulheres, 55% de homens e 1% de outros gêneros. Em termos de classe social, 31% pertencem às classes AB, 42% à classe C e 27% às classes DE. A distribuição regional contemplou sudeste (45%), nordeste (20%), sul (18%), centro-oeste (9%) e norte (8%).

Foto de Karsten Winegeart na Unsplash

 

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