Você já parou para pensar como a internet conhece tão bem cada usuário? Os cookies de navegador desempenham um papel crucial nessa relação, coletando informações sobre nossas preferências online.
A Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, apresenta resultados inéditos de uma pesquisa realizada em Janeiro/2024), com dados sobre o comportamento dos brasileiros em relação à privacidade no universo digital. O estudo foi feito com mais de 1870 participantes.
“Vivemos numa era em que nossas vidas são entrelaçadas com a tecnologia. Cada clique, cada busca, deixa uma pegada digital. Nesse contexto, os cookies de navegador moldam a experiência online de cada usuário, permitindo às marcas tomarem decisões mais assertivas para impactar o consumidor”, diz Ligia Mello, sócia da Hibou e coordenadora da pesquisa.
Aceito compartilhar meus dados!
Ranking dos segmentos mais receptivos pelos brasileiros para publicidade:
As categorias pelas quais o brasileiro mais aceita dividir informações pensando no objetivo desse compartilhamento são:
Personalização do conteúdo:
39% marketplaces
36% roupas e calçados
29% perfume, maquiagem e acessórios
29% supermercados
Monitoramento da visita:
38% marketplaces
36% roupas e calçados
27% perfume, maquiagem e acessórios
Publicidade:
38% roupas e calçados
36% marketplaces
30% perfume, maquiagem e acessórios
“Está claro que a personalização e a publicidade têm espaço significativo em 2024, impulsionando uma conexão ainda mais estreita e assertiva entre marcas e consumidores”, afirma Ligia.
Entretenimento, Saúde e Bichinhos de Estimação – Os queridinhos da web
Quando o assunto é o que o brasileiro mais gosta de ler na internet, os interesses foram bem definidos. Filmes e séries lideram a lista com 65%, seguidos por temas relacionados à vida saudável (54%) e animais de estimação (52%). Notícias em geral (51%) também são prioridade para grande parte da população, mostrando uma variedade de interesses.
Guerra aos anúncios: O bloqueio de publicidades online
Uma navegação mais tranquila e sem interrupções? O incômodo com anúncios online é comum para muitos brasileiros. 32% dos entrevistados admitiram usar ferramentas ou programas para bloqueá-las. “Os resultados também mostraram que 68% preferem não aderir a essa prática, abrindo, assim, espaço para um diálogo mais amplo com as marcas sobre como conciliar entretenimento e publicidade online”, explica Ligia.
Cookies: O que realmente o brasileiro sabe sobre o assunto?
A pesquisa trouxe à tona uma verdadeira caixinha de surpresas sobre a consciência dos brasileiros em relação aos cookies de navegador. Enquanto 56% afirmam saber o que são, 22% têm um conhecimento mais superficial sobre o assunto. Os 22% restantes ainda estão se familiarizando.
A dança das políticas de privacidade: aceitar ou não aceitar?
Quando o assunto é aceitar as políticas de privacidade de Cookies, as respostas são variadas. Enquanto 37% sempre aceitam, 58% o fazem às vezes, e 5% nunca concordam. A leitura dessas políticas também é uma prática diversificada: 7% sempre leem, 38% o fazem ocasionalmente, e 55% admitiram nunca ter essa paciência.
O dilema do compartilhamento de dados: quanto é demais?
A discussão sobre o compartilhamento de informações via Cookies dividiu opiniões. 43% concordam com essa prática, desde que autorizada pelo usuário, enquanto 57% preferem manter certa distância.
Ao falar sobre compartilhar dados com empresas e anunciantes, a pesquisa revelou diferentes atitudes dos brasileiros. A maioria (61%) prefere compartilhar o mínimo possível, escolhendo o que pode ser compartilhado ou não, alegando se sentir vulnerável. Outros 25% optam por manter privacidade absoluta, mesmo que isso torne a busca e impacto por produtos de interesse mais desafiadores. Há também aqueles (8%) que acreditam que compartilhar informações os faz sentir valorizados, enquanto 6% são indiferentes, não se importando em fornecer informações aos sites.
“Estamos diante de um cenário em constante evolução, onde equilibrar entretenimento, privacidade e publicidade é um desafio constante܂Embora muitos se sintam vulneráveis, existe uma considerável parcela da população que está disposta a compartilhar informações se isso resultar em uma experiência mais personalizada e valorizada”, conclui Ligia Mello.

