12/06/08
Maricultores da Grande Florianópolis participam pela primeira vez da Exposuper 2008
Produtores de ostras da Grande Florianópolis apostam na propaganda e em ações de divulgação para abrir novos canais de comercialização para o produto. O molusco catarinense vai estar na vitrine de uma das maiores feiras do setor varejista do país, a Exposuper 2008, que acontece de 17 a 19 de junho, no Centrosul, em Florianópolis. Organizado pela Associação Catarinense de Supermercados, o evento pode chegar a um faturamento de R$ 25 milhões em volume de negócios fechados.
Esta é a primeira vez que os produtores de ostras da região participam de uma feira do gênero, desde que a maricultura iniciou em Santa Catarina, há pouco mais de 20 anos. A estratégia integra o plano de comercialização e marketing do Arranjo Produtivo da Ostra da Grande Florianópolis ??? desenvolvido pelo Sebrae/SC em parceria com os governos federal, estadual e municipal, entre outros parceiros ??? visando promover o desenvolvimento sustentável da atividade.
De acordo com o gestor do APL das Ostras, Januário Serpa Filho, a participação na feira vai orientar a comercialização do molusco, e atender à demanda dos maricultores que possuem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). O documento emitido pelo Ministério da Agricultura permite a venda em todo o território brasileiro. “?? uma alternativa para apresentar aos supermercados um produto com garantia de qualidade e segurança. A expectativa é estabelecer um novo canal de distribuição para dar maior visibilidade às ostras da região”, ressalta.
Laboratório
O estande do APL das Ostras vai funcionar como uma espécie de laboratório do grupo de comercialização e marketing. Durante os três dias do evento será aplicada uma pesquisa junto aos supermercadistas para verificar a melhor maneira de atingir os pontos de venda dentro e fora do estado. “Queremos entender como funciona a logística das redes de varejo para avaliar os investimentos necessários e preparar a entrada nesse mercado em condições de competir com outros alimentos”, justifica Mauro de Almeida, coordenador do grupo de trabalho e sócio-proprietário da fazenda marinha Atlântico Sul.
“Hoje o marketing promocional trabalha muito baseado em pesquisa. Isso vale também para os produtores de ostras interessados em ampliar negócios. Tem que buscar a profissionalização”, destaca Mauro.
No ano passado, o APL contratou uma pesquisa para identificar os hábitos de consumo nos principais mercados no Brasil. Agora, os maricultores querem saber a melhor maneira de atingir este público. Para isso, a contribuição das redes de varejo é importante. A pesquisa com os supermercadistas pretende identificar o processo de comercialização, os locais de venda, o tipo de produto que interessa ao setor, a melhor época para vender, critérios para escolha e canais de comercialização, além dos agentes da cadeia produtiva que participam no processo de venda.
Para o presidente da Cooperativa Aquícola da Ilha de Santa Catarina, Emílio Kleber Gottchalk, a participação dos 36 cooperados da entidade, vai contribuir para o processo de aprendizado dos maricultores. “Agora é que a Cooperilha começou a comercialização e o que o produtor mais deseja é vender. Por isso, é importante aprender sobre o mercado e saber o que ele quer para a gente poder trabalhar melhor”, diz Kleber.
Vitrine
Paralelamente à pesquisa, os produtores vão distribuir material de divulgação do APL das Ostras; esclarecer as principais dúvidas dos consumidores e promover degustações com as ostras da região, que responde por 90% da produção nacional do molusco.
Durante a Exposuper 2008, os participantes da feira vão conhecer o Programa de Certificação da Ostra da Grande Florianópolis, que está em implantação. O selo vai proporcionar também a rastreabilidade das fazendas marinhas, assegurando à ostra certificada condições de um alimento seguro.
Com o apoio do APL, os maricultores catarinenses serão os primeiros do Brasil a ter um selo de qualidade com chancela oficial de órgãos de fomento, pesquisa e fiscalização em nível nacional, estadual e municipal, atestando a excelência do produto. “Vamos também reforçar o conceito de segurança alimentar da ostra junto ao consumidor”, conclui o gestor do programa, Januário Serpa Filho.
