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Nueva disponibiliza entrevista com o criador da marca ROCK IN RIO
30 de Setembro de 2011

Nueva disponibiliza entrevista com o criador da marca ROCK IN RIO

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A agência catarinense de, Criciúma, realizou uma entrevista com Cid Castro que começou sua carreira na Denison Publicidade no Rio de Janeiro em 1982. No mesmo ano ele foi  contratado pela Artplan Promoções e, em 1984, criou a marca do Rock in Rio Festival. Permaneceu na Artplan Publicidade até 1989, quando mudou-se para a Europa, onde trabalhou na J W Thompson Publicidade e tornou-se diretor de criação da DDB Publicidade Lisboa. Hoje, vive como freelancer em Portugal.
 
Pergunta: Você criou a marca do Rock in Rio, que nasceu como briefing de agência de publicidade e se tornou o maior festival de música do mundo. Poderia nos contar sobre o início dessa ideia? Como surgiu, qual foi a reação do cliente?
 
Resposta: Entrei na Artplan Publicidade 1982 por intermédio de um grande diretor de arte, Valter Vicente, conhecido como Falcon. Ele era a cara do boneco mais famoso dos Brinquedos Estrela, daí seu apelido. Ele passou-me um freela de ilustração pois o ilustrador da casa estava abarrotado de trabalho. O ilustrador não era outro senão Benício, o maior ilustrador do Brasil. É o nosso Norman Rockwell versão tupiniquim.
 
Fiz de tudo pra ficar na agência e em 1984 era seu assistente, quando o briefing solicitando a criação do logotipo do Rock in Rio foi passado ao departamento de criação. Apesar do trabalho não ser pra mim, como adorava rock’n’roll, roubei o briefing e comecei a labutar em silêncio. Foram muitas noites acompanhadas de muito rock e baseados até ter vários blocos de papel manteiga cheios de logotipos. Mas não tinha para quem mostrar.
 
Numa tarde na hora do almoço, estava revendo todo aquele trabalho que parecia ter sido em vão, quando um redator da agência entrou em minha sala. Começou a dar sua opinião com profissionalismo e disse-me que faltava conceito por trás da marca. Sugeriu que relesse o briefing mais uma vez. Reli e constatei que se aquele megafestival acontecesse no Brasil, a América do Sul se transformaria no continente da guitarra. O conceito estava encontrado. Depois foi só construí-lo graficamente. Quando mostrei o logotipo ao redator, que também não era outro senão Nizan Guanaes, ele arrancou a folha do bloco, subiu a sala do Roberto Medina e desceu com ele me dando os parabéns, pois a marca do Rock in Rio havia sido encontrada.
 
Clique aqui para ler a entrevista completa no Blog da Nueva.
 

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