
Só no Brasil, campeão de consumo de aparelhos de rádio – digitais ou analógicos – são 10 mil emissoras de rádio que geram, direta ou indiretamente, cerca de 680 mil empregos diretos e indiretos. "E é o veículo cujo modelo de negócio e a linguagem de comunicação melhor se adaptaram à internet", afirmou Morgado. Isso porque, na avaliação dele, ambos os meios possuem características iguais, como a interatividade. "Na página da Rádio Globo, os ouvintes podem criticar, conversar, questionar, falar bem, ou mal, e isso aparece direto, na tela do comunicador. E usa muito bem as redes sociais, twitter, facebook, que exigem monitoramento contínuo", afirmou. Na página www.sgr.com.br podem ser encontradas, conforme ele, dados institucionais das marcas do Sistema Globo de Rádio.
Morgado destacou ainda a popularidade do rádio, que revela uma relação de amizade entre os ouvintes e o veículo. "No caso da Rádio Globo, que tem 66 anos, na pesquisa que fizemos para definir ações para o reposicionamento da marca no mercado, as pessoas se referiam ao rádio como um companheiro, um amigo. A gente tem que lembrar que as pessoas que vivem sozinhas, ligam o rádio pela manhã para ter companhia. No carro, no trânsito, está sozinho, liga o rádio". A partir disso, foi criado o mote Rádio Globo: Bota Amizade Nisso!, com a consequente adequação da linguagem visual da marca, que acabou provocando mudanças em todos os logotipos do Sistema Globo de Rádio. Ele destacou ainda a alta credibilidade do rádio e sua supremacia enquanto veículo de comunicação nas catástrofes. "Quando chegou a televisão, muitos achavam que o rádio ia morrer. Se fortaleceu e se ampliou. Com a internet, ele ampliou ainda mais seu poder, porque o rádio sempre foi interativo. Então, independente das tecnologias, o que não vai mudar nunca é a necessidade das pessoas de informação e entretenimento", finalizou.

