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MEMÓRIA: Eduardo Fischer diz que “Crise exige soluções rápidas e bem planejadas”
15 de Outubro de 2015

MEMÓRIA: Eduardo Fischer diz que “Crise exige soluções rápidas e bem planejadas”

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Esta matéria foi publicada pelo Acontecendo Aqui no dia 5 de junho de 2009. 

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O publicitário Eduardo Fischer, presidente do Conselho da Fischer América e do Grupo Total, surpreendeu empresários e executivos, na noite desta quinta-feira (4), durante a 5ª edição do Workshop promovido pelo JLIDE – Jovens Líderes Empresariais em São Paulo. Convidado para falar sobre “Criatividade em Tempos de Crise”, Eduardo Fischer admitiu, durante sua apresentação, não acreditar neste tipo de coisa. “A criatividade não deve ser exercida em tempos de crise, e sim o tempo inteiro. Não é um botão que se aperta diante de determinadas situações. A criatividade é uma questão de sobrevivência”, afirmou o publicitário.

Em períodos de turbulência, explicou Fischer, o ideal é analisar com bom senso o que realmente acontece e adotar medidas rápidas e bem planejadas. “Existem variáveis controláveis e não controláveis. Se o imponderável acontece, é preciso ajustar as variáveis controláveis, como preço, distribuição, qualidade, serviços, posicionamento e comunicação. E tudo isso tem que ser feito o mais rápido possível”, explicou.

As crises podem ser rápidas se as medidas adotadas forem rápidas e bem planejadas. E destacou: “É possível buscar o novo até mesmo dentro da mesmice. Precisamos ser fundamentais para nossos clientes, e não importantes.”

Como exemplo, Eduardo Fischer citou a indústria automobilística, que durante anos foi dominada pelas montadoras norte-americanas e que está cedendo espaço rapidamente para as montadoras japonesas. “Os japoneses não fizeram carros mais bonitos, e sim mais adequados e criativos. Eles perceberam este novo momento e investiram nele. Por isso, no ano passado a Honda teve lucro recorde e este ano, com a crise, foi uma das montadoras que menos perdeu.”

O publicitário lembrou que idéias inovadoras não significam necessariamente grandes investimentos. “Muitas vezes coisas simples, como estratégias de divulgação e vendas pela Internet podem fazer grande diferença.”

Neste período de crise, afirmou Fischer, os empresários brasileiros tiveram “mais sorte do que juízo”. Na avaliação dele, muitos setores da economia preferiram não se ajustar, e outros ainda contaram com a ajuda do governo. “Se a crise tivesse vindo na proporção que se imaginava, muitas empresas estariam em situação crítica atualmente”, explicou, lembrando que não deveria haver movimentações apenas em períodos de turbulência. “E, mesmo com que ocorreu nos mercados financeiros, muitos tomadores de decisão preferiram recuar ou não tomar nenhuma iniciativa. O brasileiro muitas vezes tem uma cultura de ser a caça, e não o caçador.”

Para ele, essa postura é um grande desperdício de potencial, não só de negócios como o de criatividade. “As empresas brasileiras ainda estão engatinhando em termos de comunicação integrada, em ações para fortalecer suas marcas, e mesmo em relação à transnacionalização. Economias muito menores do que a nossa, como Finlândia e Suécia, possuem muito mais empresas transnacionais do que nós. Durante muito tempo, fomos adeptos da idéia de fazer negócios, vender para um grupo estrangeiro e sumir.”

Em sua apresentação, Eduardo Fischer usou como exemplo a estratégia utilizada para ficar com uma conta da Brahma no início dos anos 90, e que deveria ser dividida entre algumas agências, mas que acabou ficando integralmente nas mãos do publicitário. “Havia uma disputa para se apresentar uma campanha para a empresa, mas acabamos levando para eles um projeto completo de comunicação integrada. Durante cinco horas, falamos sobre a estratégia de posicionamento da marca, de distribuição, novas embalagens, potencial de crescimento da marca Skol, que poderia vir a ser líder de mercado em sete anos”, contou o presidente da Fischer América. “Com isso agregamos valor aos clientes.”

Atualmente, o Grupo Total trabalha com 189 clientes e está presente em cinco países, com agências próprias em Portugal, Argentina, Colômbia. Foi a primeira empresa brasileira do setor publicitário a se internacionalizar.

Sobre o JLIDE
O Grupo de Jovens Líderes Empresariais é formado por executivos e empreendedores, com até 40 anos, que ocupam posição de liderança em empresas associadas ao LIDE ??? Grupo de Líderes Empresariais. Atualmente, 50 empresas participam da associação do JLIDE.

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