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Coca-Cola compara uso de IA à evolução dos tênis clássicos da Nike
12 de Novembro de 2025

Coca-Cola compara uso de IA à evolução dos tênis clássicos da Nike

VP Global da marca explica como a Coca-Cola integra criatividade e tecnologia em nova campanha

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Em 1995, a Coca-Cola marcou gerações com um comercial de televisão em que seus caminhões vermelhos cruzavam cidades iluminando casas, florestas e pontes ao som da clássica trilha “O Natal está chegando”.

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Trinta anos depois, a marca revisita esse símbolo natalino em uma nova versão desenvolvida com o apoio da inteligência artificial (IA), peça complementar à principal campanha de Natal da empresa em 2025.

A releitura tecnológica surge após uma atualização feita em 2024, quando a companhia já havia modernizado a ideia original dos anos 1990.

Desta vez, a Coca-Cola aprimorou o conceito, aumentando a qualidade visual, a precisão e a velocidade de produção, além de corrigir falhas e reduzir custos em relação à versão anterior.

No novo filme, o Papai Noel é o protagonista de uma cena que mistura nostalgia e inovação. Ele posiciona uma miniatura de um dos tradicionais caminhões iluminados em uma maquete, e, em um instante, o cenário ganha vida.

Luzes se acendem e animais como coelhos, pinguins, ouriços, ursos polares, pandas, preguiças, cegonhas e focas observam maravilhados a transformação ao redor.

O que há três décadas exigia meses de filmagem, grandes orçamentos e complexa edição, hoje pode ser produzido em apenas um mês, graças ao uso de ferramentas de inteligência artificial que permitem recriar a magia natalina com mais agilidade — sem perder o encanto que tornou o comercial um clássico.

Coca-Cola adota modelo de marketing colaborativo impulsionado por Inteligência Artificial

Para Islam ElDessouky, vice-presidente global de estratégia criativa e conteúdo da Coca-Cola, a aplicação de inteligência artificial nas novas campanhas da marca guarda semelhanças com o processo de inovação da Nike ao reformular os tênis clássicos de Kobe Bryant, atualizados para oferecer melhor desempenho sem perder sua essência.

Segundo o executivo, a Coca-Cola segue a mesma lógica ao modernizar seus ícones publicitários: aprimorar sem romper com a identidade que tornou a marca reconhecida mundialmente. “A IA nos permitiu reinterpretar o que considerávamos clássicos do passado e apresentá-los às pessoas de uma forma fascinante”, afirmou ElDessouky em entrevista citada pela AdAge.

 

 

Ele acrescenta que o objetivo não é atingir a perfeição técnica, mas equilibrar o fator humano e o tecnológico. “Não buscamos a perfeição, e sim aprender a combinar a humanidade com a tecnologia para que algo atemporal pareça relevante novamente”, destacou.

 

 

Ainda de acordo com ElDessouky, vice-presidente global de estratégia criativa e conteúdo da Coca-Cola, a empresa está apostando em um modelo de marketing de código aberto, que combina colaboração, tecnologia e os pilares históricos da marca.

“As pessoas costumam associar o conceito de código aberto apenas à publicidade tradicional, mas não é o caso”, explicou ElDessouky. “Neste ano, trabalhamos lado a lado com equipes de criação, inteligência artificial, transformação digital, estúdios de IA, agências de mídia, criadores e influenciadores, todos contribuindo para o mesmo ecossistema.”

 

Coca-Cola compara uso de IA à evolução dos tênis clássicos da Nike

 

O executivo afirma que o novo comercial reflete o “tripé de valores” que sustenta a identidade da Coca-Cola: autenticidade, conexão e inspiração — princípios que, segundo ele, permanecem claros mesmo em uma peça desenvolvida com o apoio de ferramentas de inteligência artificial.

“O que é atemporal é o que você representa”, resumiu ElDessouky. “O que é atual é a forma como você dá vida a isso.”

Foto: Pixabay

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