14-12-05 – ?? com muita tristeza e pesar que dei meu último adeus neste plano ao meu
querido amigo Sérgio Bonson.
Foi com extrema surpresa que recebi a notícia de seu falecimento nesta
última quinta-feira, dia 8 de dezembro de 2005. Uma perda prematura para
Florianópolis, sua morada oficial.
Escrevo a vocês que conheceram um pouco dessa figuraça com muita dor, muita
mesmo. Mas o motivo real disto não é de notificação de tal acontecimento, e
sim de tentar passar a todos um pouco do que ele representou (e representa)
para mim.
Mais do que um grande artista, chargista e intelectual, o Bonson foi uma
figura humana do mais alto valor. Um amigo que eu não teria palavras para
descrever de tão especial, do tipo que lhe agüenta mesmo nos dias de mais
nebulosos humores e sentimentos. Ou seja, quando ninguém mais lhe suporta,
lá está ele com a maior paciência do planeta para ouvir suas lamúrias, e lhe
fazer rir de tudo no final das contas.
E por falar em humor, ele foi dono de um dos humores mais intempestivos que
Florianópolis já viu! Cáustico e indigesto para uns, insuportável para
outros… A franqueza foi a maior de suas qualidades, e para muitos, o pior
de seus defeitos.
Esse era o Bonson. Ele não possuía máscaras como a maioria das pessoas
possuem. Ele era ele mesmo, autêntico, franco e sem pudores.
Ele foi o meu mestre, o meu querido amigo de qualquer hora.
Acredito que agora ele deva estar comendo umas mariolas lá em cima, ouvindo
um Stones e vendo o horóscopo para o amanhã, sem temer mais nenhum ???mercúrio
retrógrado???. ??, meu querido, aí em cima não deve ter vento nordeste e nem
carro de som para lhe incomodar, não é?
Até a próxima ???encadernação???, mon ami!
Mel Ficht
Artista Plástica – Florianópolis-SC
