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ARTIGO | Por um mercado mais forte e sustentável, por Pedro Cherem
07 de Novembro de 2016

ARTIGO | Por um mercado mais forte e sustentável, por Pedro Cherem

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Foto Fernando Valadino
 
Não é nenhuma novidade que a seleção de uma agência de propaganda influencia diretamente nos resultados do anunciante. Mais do que criar slogans e anúncios, hoje as agências estão aí para criar oportunidades. Portanto, a propaganda de qualidade, ou seja, conduzida por profissionais, é investimento e ajuda o anunciante a abrir mercados, gerar negócios e crescer. Por isso está na hora do mercado discutir nosso negócio com a profundidade que ele merece e voltar a acreditar na inteligência que as agências oferecem.
 
Atualmente no Brasil não há nenhuma regra, padrão ou lei que verse sobre concorrências éticas e saudáveis dentro do mercado publicitário. Sabemos, no entanto, que a ânsia de garantir bons contratos pode às vezes distorcer as boas relações entre o contratante e a agência escolhida, ainda mais se prevalecer o “cada um por si”. Infelizmente, esse tipo de comportamento muitas vezes contamina as relações do mercado e criar um ambiente pouco propício para o desenvolvimento da atividade.
 
Nesse sentido, o recém-lançado Guia de Concorrências Privadas, elaborado pelo Sindicato das Agências de Propaganda de Santa Catarina (Sinapro/SC), vem ofecerecer um norte para a construção de relações saudáveis entre agência e contratante, especialmente em quesitos como remuneração, honorários e desconto-padrão. Trata-se de uma publicação que pode ser acessada gratuitamente nos canais do Sinapro e que busca contribuir com um momento tão importante pelo qual nosso País atravessa, onde prevalece o desejo pela honestidade, transparência e ética.
 
Mesmo não havendo regras oficiais, é preciso seguir  normas-padrão na atividade publicitária, como o direito das agências receberem desconto-padrão sobre a veiculação e honorários sobre os custos de produção que pagarão os serviços de planejamento, intermediação, orçamento, negociação, acompanhamento técnico, monitoramento e autorização juntos aos veículos e aos fornecedores. Além disso, o guia sugere um limite de 15 agências participantes por concorrência, de forma a possibilitar uma escolha minuciosa e estratégica.
 
Com práticas saudáveis de concorrência o mercado como um todo cresce e tende a melhorar ainda mais a qualidade de entrega os serviços, contribuindo para o crescimento e fortalecimento do setor e da economia catarinense.
 

*Pedro Cherem, presidente do Sinapro/SC – Sindicato das Agências de Propaganda de Santa Catarina

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