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ARTIGO | Como “não” usar a IA – De olho no El Ojo
17 de Novembro de 2025

ARTIGO | Como “não” usar a IA – De olho no El Ojo

Jamais permitir que a IA se torne mais importante que a ideia

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por Marcos Hübner “Paco”*

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A tecnologia está redefinindo o jogo da publicidade mundial, especialmente a latino-americana. Mas o que realmente permanece e ganha força é o essencial: a emoção, a cultura, o imperfeito e a capacidade humana de se importar. Essa percepção atravessou a maior parte das palestras do Festival Internacional El Ojo. A inteligência artificial foi tratada como uma ferramenta. Poderosa, e capaz de viabilizar o que antes seria impossível nos tempos do marketing. Mas ainda assim, uma ferramenta.

Devemos ser parceiros da IA, mas jamais permitir que ela se torne mais importante que a ideia. Vendemos aos clientes insights e narrativas, não a sofisticação da ferramenta utilizada. Afinal, ninguém aprovaria uma campanha apenas porque ela foi feita no Photoshop ou filmada com uma câmera 4K.

Outro ponto abordado, foi a tentação de resolver tudo com IA. O termo “estandarizando” foi colocado para definir a homogeneização que surge quando usamos as mesmas ferramentas com os mesmos prompts, buscando resultados cada vez mais parecidos. E é justamente aqui que está a grande vantagem das marcas que escolhem investir em humanidade: diferenciar-se pelo desvio, pela cultura local e pelas tensões reais das pessoas. Como foi dito, “um insight de valor não está apenas na verdade universal, está na verdade humana que está oculta”.

O segundo ponto-chave resume uma das mensagens mais fortes do evento: “Quem se importa vence.” A IA está transformando a maneira como fazemos as coisas, mas não o porquê. E se importar é hoje a forma mais poderosa de criar vínculos emocionais profundos entre marca e público. E aqui, a tecnologia encontra seu melhor papel: não como estrela, mas como amplificadora da sensibilidade humana. A IA permite construir soluções antes inalcançáveis. Ela expande a criatividade, não a substitui, e quando usada dessa forma, deixa de ser apenas eficiente e passa a ser transformadora.

A soma entre criatividade humana, ferramentas tecnológicas, propósito social e uma atuação ativa das marcas, eleva a publicidade a outro patamar: o de solucionadora de problemas reais da sociedade. Muito além de vender atributos, trata-se de tornar a marca um agente de transformação para seu próprio público.

Termino com um conselho que me tocou bastante no festival: Devemos investir em treinar os jovens, não apenas em treinar a IA.

Texto revisado por IA, mas com 100% de ideias humanas.


*Marcos Hübner “Paco”
 – Sócio e Diretor de Criação da Matriz

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