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5º Congresso Brasileiro de Comunicação discute temas
20 de Dezembro de 2011

5º Congresso Brasileiro de Comunicação discute temas

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A primeira etapa para a definição dos onze temas que vão compor as mesas de debates do 5º Congresso Brasileiro de Comunicação já foi concluída. 
 
Marcado para maio de 2012, em São Paulo, o Congresso novamente será presidido pelo publicitário Dalton Pastore, que informa “… os temas já definidos e que vão nortear as discussões foram aprovados de forma unânime”. 
 
Mais que Propaganda
Segundo Luiz Lara, presidente da ABAP, entidade responsável pela realização do evento, o momento econômico global impõe discussões sobre como as empresas brasileiras devem usufruir das oportunidades de expansão internacional. “Os debates vão abranger muito mais do que a propaganda. O Brasil caminha para ser em 2016 um mercado de R$ 40 bilhões. Temos que discutir essas novas fronteiras da mídia e as novas formas de relacionamento entre marcas e seus públicos alvos”.
 
4º Congresso
A 4ª edição do Congresso, realizada em julho de 2008, gerou 21 recomendações. De acordo com Ricardo Nabhan , presidente da Fenapro, o maior benefício para os mercados regionais foi a aprovação da Lei 12.232 que padronizou as regras para as licitações públicas federais, estaduais e municipais. “A lei ajuda a evoluir os processos licitatórios em todo o Brasil”, diz ele. Mas há que se discutir também o lado das licitações privadas, assunto que interessa aos empresários da indústria da propaganda.
 
Segundo noticiou o Meio e Mensagem, os debates do 5º Congresso também podem contribuir para amenizar as tensões entre a ABA e a Associação Brasileira das Produtoras de Obras Audiovisuais (Apro), que surgiram com a MP 540 que majorou em 138% a taxa de importação de comerciais. A ABA, que se retirou do III Fórum de Produção, realizado em novembro, não terá participação ativa no 5º Congresso, mas a entidade será mais uma vez uma das apoiadoras oficiais do evento. “Os nossos dirigentes que participarem de painéis o farão representando suas próprias empresas”, salienta Rafael Sampaio, diretor-executivo da ABA. Leyla Fernandes, presidente da Apro, afirma que os debates do 5º Congresso serão mais amplos do que aqueles travados no III Fórum de Produção, mais focados em questões específicas do setor. “Nosso diálogo com a ABA, porém, segue ativo. Há questões e normas que precisam ser acordados, que interessam ás duas partes”, frisa Leyla. Em maio, segundo ela, os debates serão mais voltados ás novas mídias, conteúdos em novas plataformas e atualização das questões referentes a direito autoral em produções audiovisuais.
 
Temas do 5º Congresso
1) O futuro da profissão – Como as principais escolas de comunicação do mundo estão preparando seus alunos para o mercado. Uma pesquisa global entre escolas de comunicação será produzida pela ESPM. As opiniões de professores de grandes escolas globais de comunicação 
 
2) As empresas de comunicação brasileiras e o mercado global – Na era da globalização, quais as oportunidades de internacionalização das empresas brasileiras de comunicação. O Brasil tem excelência em diversas áreas da comunicação, com empresas de todos os portes e profissionais de todos os segmentos. Que oportunidades têm estas empresas e profissionais para conquistar mercado internacional. E quais as barreiras para que isso se torne realidade.
 
3) Comunicação, crescimento econômico e desenvolvimento humano – A contribuição da Indústria da Comunicação ao crescimento econômico, desenvolvimento e inclusão social. Estamos cumprindo nosso papel? A Indústria da Comunicação e os entraves ao desenvolvimento: corrupção, burocracia, carga tributária.
 
4) Liberdade de expressão e democracia – A intimidade desta relação e a dependência que uma parte tem da outra. O Estado-Babá e a proteção aos leitores, telespectadores, ouvintes e consumidores. Regulação, Tutela e Educação. O direito de informar e o direito á informação. Os riscos e as ameaças á liberdade de expressão plena. Legislação, regulação e independência editorial. Sociedade de consumo e consumo consciente. Consumo e desenvolvimento. O papel da educação no “bom arbítrio”. Educação x Tutela. O estágio atual da educação no Brasil.
 
5) Comunicação one-to-one: personalização x privacidade – As novas tecnologias e as novas técnicas de comunicação personalizada. E os limites dela. Até onde a tecnologia pode personificar a comunicação. E até onde o consumidor quer ser identificado. As ferramentas de captação de informações sobre consumidores e seus hábitos, o uso mercadológico destas informações e, em contrapartida, a ética e o direito á privacidade.
 
6) As novas tecnologias e as novas fronteiras da mídia – Uma nova definição de midia. As novas tecnologias, as novas alternativas e até que ponto elas irão revolucionar o modelo atual de comunicação. Mais do que um cenário repleto de novas midias, estamos vivendo um cenário de redefinição do que é midia. De quanto será o mercado em 2014 ou 2016. Como planejar com tantas novas alternativas. O consumo de mídia e as novas gerações. Como a Indústria da Comunicação deve se preparar para os novos desafios impostos pela expansão do conceito de mídia. E como se aproveitar deles para melhor cumprir seu papel.
 
7) Sustentabilidade e Comunicação – O painel será três discussões: Consciência e Prática, Sociedade de Consumo e Sociedade Sustentável e Contribuições da comunicação para que o país se torne referência em sustentabilidade.
 
8) Criatividade e sucesso – Comunicação, criatividade e sucesso: como estreitar esta relação e torná-la evidente. A indústria da comunicação é a indústria da criatividade e da inovação? Pode ser mais? Como a nossa criatividade pode contribuir para o nosso sucesso e para o sucesso dos nossos parceiros de negócios, clientes e consumidores. E como evidenciar a relação criatividade / sucesso em benefício da expansão da indústria.
 
9) A reputação das empresas, SAC e as redes sociais – O SAC, uma conquista recente dos consumidores, será substituido pelas redes sociais? E como lidar com as redes sociais: uma forma de comunicação e de produção de conteúdo sobre a qual ninguém tem controle. 
 
10) Pesquisa: a importância de conhecer a opinião do consumidor de comunicação – Como conhecer melhor a opinião e os anseios do consumidor, do leitor, do telespectador, do ouvinte, do internauta. 
 
11) Regionalização – A força e a importância do “regional” num mundo globalizado. O desenvolvimento da indústria da comunicação nos mercados regionais.
 

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