A Adidas entrou na final da Copa do Mundo da FIFA com a certeza de que sairia vencedora, independentemente do placar da partida. Isso porque as duas seleções finalistas, Espanha e Argentina, utilizaram uniformes fornecidos pela empresa alemã, assegurando à marca presença garantida no momento mais importante do torneio.
O cenário ficou ainda mais favorável após as eliminações de França e Inglaterra nas semifinais. As duas equipes, patrocinadas pela Nike e identificadas pelo tradicional logotipo “Swoosh”, deixaram a competição antes da decisão, permitindo que a Adidas levasse vantagem sobre sua principal concorrente no mercado esportivo.
O domínio da marca, no entanto, já era esperado antes mesmo do início do Mundial, em 11 de junho. A campanha publicitária “Lendas do Quintal”, considerada uma das maiores apostas da empresa para a competição, mobilizou um investimento estimado em US$ 67 milhões.
A iniciativa conquistou ampla repercussão, recebeu elogios da crítica especializada e acumulou milhões de visualizações, reforçando a presença da Adidas dentro e fora dos gramados.
Enquanto a bola rolava na final da Copa do Mundo, Adidas conquistava sua maior vitória sobre a Nike
A campanha “Lendas do Quintal” reuniu alguns dos maiores nomes do futebol mundial, como Lamine Yamal, Jude Bellingham, Lionel Messi, David Beckham e Zinedine Zidane, além de personalidades da cultura pop, entre elas Timothée Chalamet e Bad Bunny. A proposta da Adidas foi destacar o futebol de rua como a origem do esporte de alto rendimento e das grandes competições internacionais.
A Nike, por sua vez, apostou em uma abordagem diferente com a campanha “Rip the Script”. A marca norte-americana rompeu com o formato tradicional de suas ações para Copas do Mundo e apresentou uma narrativa marcada pelo dinamismo e pela irreverência, reunindo estrelas do futebol, como Erling Haaland e Cristiano Ronaldo, ao lado de celebridades como Kim Kardashian e a cantora Young Miko.
Apesar do elenco de peso, a campanha da Nike ficou atrás da concorrente em repercussão nas plataformas digitais. Desde o lançamento, “Lendas do Quintal” registrou índices superiores de engajamento e maior interação entre os torcedores, consolidando a Adidas como a marca mais comentada durante o Mundial.
O desempenho nas redes sociais refletiu diretamente na presença digital das empresas ao longo da competição. Dados da plataforma CreatorIQ apontam que, entre 1º e 21 de junho, a Adidas alcançou US$ 48,9 milhões em Valor de Mídia Conquistada (EMV), resultado de aproximadamente 6.700 publicações feitas por quase 3 mil criadores de conteúdo. No mesmo período, a Nike somou US$ 28,9 milhões em EMV, impulsionados por cerca de 4.400 publicações de 1.900 criadores.
Na reta decisiva do torneio, a vantagem da Adidas se ampliou. Com a eliminação de atletas patrocinados pela Nike, como Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé, o volume de menções à marca alemã e aos seus jogadores cresceu de forma significativa, reforçando seu protagonismo durante a competição.
A disputa entre as duas gigantes do mercado esportivo também se refletiu nos uniformes das seleções. A Adidas forneceu material esportivo para 14 equipes participantes da Copa do Mundo de 2026, incluindo a campeã Espanha, enquanto a Nike patrocinou 12 seleções. Embora a diferença entre as fornecedoras tenha sido pequena, a Adidas levou vantagem nas vendas de camisas durante o torneio.
O resultado comercial é atribuído não apenas ao desempenho esportivo das equipes patrocinadas, mas também à estratégia de posicionamento da marca. Ao transformar seus uniformes em peças desejadas dentro e fora dos estádios, a Adidas ampliou o apelo de suas camisas, consolidando-as como itens de moda e objetos de desejo tanto entre torcedores quanto entre consumidores sem ligação direta com o futebol.
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