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“Uma História de Amor e Fúria” vence Festival Internacional de Animação de Annecy
18 de Junho de 2013

“Uma História de Amor e Fúria” vence Festival Internacional de Animação de Annecy

A animação brasileira “Uma História de Amor e Fúria”, dirigida por Luiz Bolognesi (roteirista de “As Melhores Coisas do Mundo”), foi a grande vencedora da mais recente edição do Festival Internacional de Animação de Annecy. O longa recebeu o troféu Cristal Award de Melhor Filme do evento francês, em cerimônia realizada no sábado (15/6).

“Uma História de Amor e Fúria” foi a primeira animação brasileira selecionada para a competição de Annecy, e logo de cara saiu-se vencedora. Criado em 1960 na cidade francesa que lhe dá nome, o evento é o mais tradicional festival de animação do mundo, considerado o “Cannes da Animação”. Nesta edição, mais de 2.500 animações foram inscritas, 236 produções participaram da programação, mas apenas 9 foram selecionadas para a mostra competitiva de longa-metragem.

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O filme é também a primeira experiência de Bolognesi como diretor. Ele foi roteirista de “Bicho de Sete Cabeças” (2001), “Chega de Saudade” (2008) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010).

Exibido nos cinemas brasileiros em abril, “Uma História de Amor e Fúria” conta a história de amor entre um herói imortal (voz de Selton Mello) e as várias encarnações da sua amada (voz de Camila Pitanga). O filme se passa através dos tempos, mostrando eventos importantes da história do Brasil, que vão desde o descobrimento, passando pela ditadura militar dos anos 1960, e culminam em um Rio de Janeiro futurista, em meio à guerra pela água. Rodrigo Santoro também está no elenco de dubladores.

Entre os curta-metragens, o americano “Subconscious Password” foi o grande vencedor. Dirigido por Chris Landreth (que ganhou o Oscar em 2004 por “Ryan”), a animação é baseada no gameshow Password. A trama explora o trabalho interno do cérebro enquanto tenta se lembrar um nome há muito tempo esquecido.

O prêmio Distinção Especial foi para o longa francês “My Mommy Is in America and She Met Buffalo Bill” e para o curta estoniano “Kolmnurga afäär”, enquanto os escolhidos pelo público foram o longa espanhol “O Apostolo” e o curta francês “Lettres de Femme”. Também chamou atenção o trabalho do cabo-verdiano Daniel Sousa, o curta “Feral”, que recebeu a maior quantidade de prêmios do festival – três distinções, inclusive o Prêmio da Crítica (FIPRESCI).

O evento teve direção do produtor canadense Marcel Jean, e ainda contou com exibição de materiais inéditos dos vindouros “Universidade Monstros” e “Meu Malvado Favorito 2″.

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