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TopMed mensura impacto ambiental da telemedicina no Brasil
30 de Maio de 2025

TopMed mensura impacto ambiental da telemedicina no Brasil

Iniciativa definiu metas e estratégias focadas em 4 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A TopMed divulgou um relatório inédito que avalia o impacto ambiental dos atendimentos realizados por meio de plataformas digitais. Referência nacional em telemedicina e telessaúde, a empresa catarinense, em parceria com a CompenSAS – especialista em gestão de emissões –, tornou-se a primeira no Brasil a mensurar, com base em uma metodologia auditável, a redução dos Gases de Efeito Estufa (GEE) proporcionada pela prática.

O estudo é fruto dos compromissos assumidos após a adesão da TopMed ao Pacto Global da ONU – Rede Brasil. A companhia também é signatária do movimento ODS Santa Catarina, que promove os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

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Coordenada pelo Comitê ESG da empresa, a iniciativa definiu metas e estratégias focadas em 4 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Saúde e Bem-Estar, Igualdade de Gênero, Ação contra a Mudança Climática e Paz, Justiça e Instituições Eficazes.

Resultados expressivos

Segundo o relatório, somente em 2024, os atendimentos realizados pela TopMed evitaram o deslocamento de mais de 5 milhões de quilômetros, o que representa uma redução de 537,33 toneladas de CO₂ — o equivalente ao plantio de 65.808 árvores em um ano.

Esses números foram gerados a partir de 262.985 atendimentos auditáveis, realizados por 577 profissionais em 33 especialidades, em 814 municípios de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. As especialidades mais frequentes foram: médico generalista (88%), médico da Estratégia da Família (3%) e neurologista (cerca de 2%).

Vale destacar que esse volume não representa a totalidade dos atendimentos da empresa em 2024, mas apenas a parcela auditável segundo a metodologia adotada. No total, a TopMed realizou mais de 1,2 milhão de atendimentos no ano.

“Estamos orgulhosos em liderar a sustentabilidade na saúde digital do Brasil”, afirma Renata Zobaran, Chief Medical Officer (CMO) da TopMed. “Além de prática acessível e eficiente, a telessaúde também é uma aliada poderosa na redução da pegada de carbono”.

Cenário global e nacional

A crescente preocupação com as mudanças climáticas tem impulsionado debates sobre como aliar saúde e preservação ambiental. Esse tema ganhou força especialmente após a COP28, em 2023, realizada em Dubai, que destacou pela primeira vez a conexão entre meio ambiente e saúde pública.

Embora essencial, o setor da saúde é um dos maiores emissores globais de GEE. Segundo a ONG Health Care Without Harm, se o setor fosse um país, estaria em 5º lugar em emissões, atrás apenas de China, EUA, Índia e União Europeia, superando nações como Rússia, Brasil e Japão.

Um fator relevante, mas ainda pouco explorado, é o impacto ambiental causado pelos deslocamentos físicos para atendimentos médicos. No Brasil, a situação é crítica.

De acordo com o IBGE, a população brasileira percorre em média 72 km para receber atendimento médico, podendo chegar a 155 km no caso de especialidades. Considerando os 2,8 bilhões de atendimentos anuais realizados pelo SUS, o impacto ambiental desse deslocamento é significativo.

Soluções inovadoras e sustentáveis

Com o objetivo de garantir acesso à saúde com segurança e responsabilidade ambiental, a TopMed vem apostando em tecnologias que reduzam os deslocamentos. Essa estratégia é especialmente importante considerando as condições das estradas brasileiras, muitas vezes precárias, o que também impacta a segurança de pacientes transportados por ambulâncias.

“A tecnologia deve servir ao cuidado com as pessoas e o planeta. É possível oferecer qualidade, agilidade e responsabilidade ambiental em larga escala”, destaca Valda Stange, CEO da empresa. “Estamos comprometidos com esse modelo de saúde mais sustentável e vamos expandi-lo com ainda mais intensidade”.

A análise do impacto da telemedicina na sustentabilidade ambiental foi realizada seguindo o GHG Protocol, padrão globalmente aceito para contabilização de emissões de gases de efeito estufa.

Próximas ações

A TopMed pretende integrar seus sistemas internos ao dashboard da CompenSAS, aumentando a rastreabilidade e a confiabilidade das informações ambientais. A empresa também planeja ampliar a atuação em especialidades com menor presença física, o que deve potencializar a economia de carbono.

“Como agentes transformadores da saúde, mostramos que é possível unir qualidade, tecnologia, humanização e responsabilidade socioambiental”, conclui Valda Stange.

Foto: Divulgação

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