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Como a indústria têxtil está transformando o poliéster reciclado em solução sustentável
01 de Julho de 2024

Como a indústria têxtil está transformando o poliéster reciclado em solução sustentável

O setor têxtil é responsável por 22% do PET reciclado no Brasil, ficando atrás apenas do uso para garrafas e pré-formas

A preocupação com o impacto ambiental da moda tem sido um tema cada vez mais debatido mundialmente. Cada vez mais, consumidores estão atentos às etiquetas das roupas para saber de que materiais são feitas.

Frequentemente, eles se deparam com o nome “poliéster”, um material amplamente utilizado na indústria do vestuário devido à sua durabilidade e resistência. Atualmente, o poliéster representa mais de 50% da produção de tecidos em todo o mundo.

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No entanto, essa predominância levanta preocupações ambientais significativas. Derivado do petróleo, sua produção contribui para a emissão de gases de efeito estufa e a poluição dos oceanos com microplásticos. Em resposta a esses problemas, a indústria da moda tem buscado alternativas mais sustentáveis, e algumas empresas estão encontrando soluções inovadoras nas fibras de poliéster reciclado.

A revolução do poliéster reciclado
O poliéster reciclado é uma solução promissora que mantém as mesmas características de durabilidade e resistência do poliéster virgem, enquanto consome menos recursos naturais e gera menos resíduos.

Além disso, a reciclagem de poliéster reduz a quantidade de resíduos em aterros sanitários e diminui a extração de petróleo, matéria-prima utilizada na fabricação do poliéster virgem. Esse processo não só minimiza o impacto ambiental, mas também promove uma economia circular, onde materiais descartados ganham uma nova vida.

O papel das empresas na sustentabilidade
A empresa têxtil catarinense Diklatex é referência nesse segmento, obtendo a certificação RCS (Recycled Claim Standard). Essa certificação abrange a produção de malhas com fios 100% reciclados ou misturados com fios não reciclados, garantindo a rastreabilidade e integridade dos materiais reciclados ao longo de toda a cadeia de suprimentos. Com 25% de sua produção baseada em produtos e processos sustentáveis, a empresa alcança 90% de produção de artigos para a prática do futebol utilizando poliéster reciclado.

André Jativa, diretor-executivo da Diklatex, destaca que o selo RCS é a prova do compromisso da empresa com a redução dos impactos ambientais do setor têxtil. “Estamos entre os maiores importadores do país de poliéster reciclado para a produção de tecidos esportivos. Entregamos ao mercado artigos de qualidade que atendem às normas internacionais de sustentabilidade”, afirma Jativa.

O processo de reciclagem
A matéria-prima para os fios reciclados provém, em parte, de garrafas PET descartadas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), o setor têxtil é responsável por 22% do PET reciclado no Brasil, ficando atrás apenas do uso para garrafas e pré-formas.

Ao chegar na fábrica, o fio passa por um rigoroso processo de identificação e rastreio, regulado pelas certificadoras do RCS. Esse controle minucioso continua ao longo de todo o processo produtivo, desde o estoque de fios, tecelagem, tingimento, até a expedição final dos tecidos.

Na fase de expedição, existem boxes específicos e exclusivos para armazenamento dos produtos, além de fitas adesivas nos rolos de tecido que indicam a presença de material reciclado.

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