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Startups brasileiras têm o maior valor de aporte dos últimos cinco anos
01 de Fevereiro de 2022

Startups brasileiras têm o maior valor de aporte dos últimos cinco anos

Foram cerca de US$ 9,8 bilhões alcançados de janeiro a novembro de 2021

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Em 2021 as startups brasileiras captaram o maior valor de investimentos dos últimos cinco anos, segundo aponta pesquisa da plataforma de inovação Distrito. Ao todo, até o mês de novembro, os aportes alcançaram uma média de US$ 9,8 bilhões (mais de R$ 55,6 bilhões).

Dos segmentos, as fintechs foram as que concentraram maior valor captado. Foram 153 investimentos, que juntos somaram cerca de US$ 3,5 bilhões. Em seguida, na pesquisa, apareceram as retailtechs (varejo), real estate (mercado imobiliário), edtechs (educação) e o setor de mobilidade.

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Uma das responsáveis por esse marco na prática foi a 7Stars Ventures, holding de investimentos em startups de tecnologia, que com menos de dois anos no mercado já alcança um volume transacional de R$ 200 mi por mês e observa um retorno de pelo menos dez vezes do capital investido.

De acordo com o CEO da 7Stars Ventures, Daniel Abbud, além da tecnologia, a força empreendedora é o que contribui para as startups investidas pela holding. “Focamos nos segmentos de retailtech, fintech, healthtech e edtech, que estão em estágios iniciais, porque um segundo fator que levamos em consideração no momento de investir em uma empresa, é a força empreendedora da marca, que é mais notável em fases iniciais”, afirma o executivo.

Ao todo, a empresa aportou, em termos de valor e know-how, em cerca de 15 startups. Entre elas está a Quero2Pay, fintech de meios de pagamentos por maquininhas de cartão fundada em 2020 com o objetivo de democratizar o acesso às ferramentas tecnológicas financeiras para incentivar e auxiliar os empreendedores brasileiros.

CEO da Quero 2 Pay, Gabriel Andrade conta que a ideia era desenvolver a fintech nos próximos dois anos, mas os planos tiveram de ser revistos por causa da pandemia. “Em janeiro de 2019, eu e o meu sócio Kaio Nascimento já tínhamos uma empresa de venda de ingressos e precisamos rever o modelo de negócio por conta do aparecimento da Covid-19 e dos impactos que o setor de entretenimento sofreu com os cancelamentos e interrupções dos eventos. Com isso, o plano de desenvolver a ideia de uma empresa de meios de pagamento, previsto desde a criação da tiqueteria, aconteceu em março de 2020. A partir de um capital próprio de 300 mil reais, e, em abril do mesmo ano, aconteceu a primeira transação comercial”, conta o executivo.

A fintech recebeu da 7Stars um investimento seed de R$ 3 milhões. Além de garantir que a operação continue sem queima de caixa, Gabriel Andrade afirma que os valores aportados pela Quero 2 Pay serão usados na ampliação do hub de serviços oferecidos pela maquininha Queridona, para que ela funcione como uma miniagência bancária em cada ponto de venda. “O mercado de máquinas de cartão virou uma commodity e nós queremos fugir dessa ‘guerra de taxas’”, pontua o CEO da fintech.

 

Foto do topo de RODNAE Productions no Pexels. 

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