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Santa Catarina lidera projeção de crescimento do PIB na região Sul
06 de Julho de 2026

Santa Catarina lidera projeção de crescimento do PIB na região Sul

Estado deve registrar os maiores índices de expansão da região, mesmo diante de desafios climáticos e macroeconômicos

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O Estado de Santa Catarina ganhou destaque no estudo especial do Departamento Econômico do Santander ao registrar as taxas mais elevadas de crescimento do PIB da região Sul, com 2,2% em 2026 e 1,8% em 2027.

Apesar da desaceleração, o estado mantém sua relevância, superando inclusive a média nacional de 1,8% e 1%, respectivamente. Esse movimento de moderação está alinhado ao cenário macroeconômico do país, mantendo, contudo, taxas positivas de expansão.  O levantamento consolida dados do PIB regional do IBGE até 2023 e projeta o período de 2024 a 2027.

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O estado catarinense será impulsionado pela dinâmica do setor de serviços, que tem se mostrado resiliente e que atua como um diferencial de crescimento regional frente à média do país. Para 2026, a projeção de crescimento é de 2,8%, já para 2027 é de 2,2%, enquanto a média nacional é de 2% e 1%, respectivamente. Já o agronegócio, após a expressiva expansão de 2025, apresenta um arrefecimento em 2026 e em 2027, acompanhando maior volatilidade em toda região Sul, em grande parte em função de impactos crescentes das crises climáticas. Na indústria, após um ano de expansão forte em 2024, o setor deve ter crescimento de 1,5 % em 2026 e 1,4% 2027, bem próximo da média nacional.

“Após alguns anos com taxas de crescimento entre 2% e 6% ao ano, vemos Santa Catarina manter a resiliência e se destacar com a maior projeção de crescimento do Sul, impulsionada em grande parte pelo setor de serviços”, aponta Henrique Danyi, economista do Santander e um dos autores do estudo junto com Rodolfo Pavan.

Segundo Danyi, a evolução da atividade econômica regional continuará refletindo fatores nacionais e eventos climáticos permanecem entre os principais riscos para o cenário projetado, especialmente diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos anos, com alteração nos padrões de chuva e temperaturas.

“Mesmo com a desaceleração prevista a partir de 2026, o mapa econômico do país segue mostrando uma expansão disseminada. O desafio à frente deixa de ser crescer mais rápido e passa a ser crescer com menos impulso cíclico, maior heterogeneidade regional e sensibilidade crescente a choques climáticos e financeiros”, conclui Danyi.

O levantamento completo, levantamento completo isponível neste link, apresenta projeções para atividade econômica, agropecuária, indústria e serviços em todas as regiões do país, além de análises por estado e indicadores setoriais.

Foto de Eduardo Soares na Unsplash

 

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