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Percepção sobre ESG entre líderes empresariais recua no Brasil
13 de Junho de 2025

Percepção sobre ESG entre líderes empresariais recua no Brasil

Estudo aponta estagnação do tema nas estratégias corporativas

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O conceito ESG (sigla para Ambiental, Social e Governança), que dominou o centro das discussões corporativas nos últimos anos, começa a dar sinais de desgaste entre os líderes de negócios brasileiros.

É o que aponta a nova edição do estudo “Líderes de Negócios e ESG”, realizado pela Data-Makers, em parceria com a CDN.

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A pesquisa ouviu 108 CEOs e executivos C-Levels de empresas de diferentes portes e setores, e revela que, embora 83% dos líderes ainda considerem o tema relevante, esse é o menor índice dos últimos três anos — em 2024 eram 89% e em 2023, 90%.

Além disso, o levantamento traz um dado preocupante: apenas 13% dos executivos afirmam ter conhecimento avançado sobre ESG, a menor taxa da série histórica. Paralelamente, o número de líderes que dizem não ter nenhum conhecimento sobre o tema dobrou, passando de 4% em 2024 para 8% em 2025.

Onda anti-ESG e sinais de saturação

O estudo também identifica um fenômeno que já vinha sendo discutido globalmente: a “onda anti-ESG”. Dois terços dos respondentes (66%) acreditam que o ESG perdeu importância no mercado brasileiro, percepção que é ainda maior entre executivos de grandes empresas (71%).

“Caracterizada pelo ceticismo e resistência a práticas relacionadas ao tema, esse movimento contrário ao ESG ainda não gerou mudanças significativas em corporações brasileiras. Mas uma coisa é certa: o tema vem se tornando menos relevante na prática empresarial, os níveis de importância, conhecimento avançado e propensão a aumentar os investimentos atingiram a mínima histórica de nossa série”, destaca Fabrício Fudissaku, CEO da Data-Makers.

O impacto dessa desaceleração já é sentido nos projetos corporativos. Um quarto das empresas (25%) cancelaram iniciativas de ESG e 32% colocaram projetos em espera. As áreas mais afetadas são treinamentos, políticas de contratação, parcerias com ONGs e ações de comunicação e patrocínio.

Quando o assunto são os investimentos, 58% dos líderes acreditam que os aportes se manterão no mesmo patamar, mas chama a atenção o aumento expressivo daqueles que preveem uma redução: esse número saltou de 8% em 2024 para 20% em 2025.

“O estudo reforça mais uma vez que ainda é preciso passar da teoria à prática quando o tema é ESG: 83% dizem que os princípios traduzidos pela sigla são importantes, mas apenas 13% declaram ter conhecimento avançado a respeito. Esse gap reforça a percepção de que ESG é mais discurso que ação, o que é muito ruim para quem executa ações concretas “, destaca Fabio Santos, CEO da CDN.

A pesquisa reforça que, embora o tema não tenha desaparecido da pauta corporativa, ele enfrenta hoje desafios de saturação, desconhecimento e questionamento, exigindo das empresas uma revisão de estratégias e, sobretudo, ações mais consistentes e alinhadas às expectativas da sociedade e dos mercados.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique aqui.

 

Foto:Unsplash

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