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Ministério Público investiga vídeo em que menor de idade interage com homem nu no MAM
02 de Outubro de 2017

Ministério Público investiga vídeo em que menor de idade interage com homem nu no MAM

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Foi aberta uma investigação pelo Ministério Público de São Paulo para apurar se houve ou não violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na interação de um menor de idade e um homem nu no Museu de Artes Modernas (MAM), no último dia 26.

La Betê, nome da cena em questão, foi realizada na abertura da exposição Brasil em Multiplicação. Nela, o artista Wagner Schwartz podia ter seu corpo tocado pelos visitantes. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra que o Museu permitiu que uma criança participasse da performance. 

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Nas imagens, a mãe da menina estimula que ela toque o homem e ela acaba encostando na perna nua dele. Por conta disso, o MP solicitou ao MAM um parecer a respeito das classificações indicativas para esse tipo de evento.  O documento também exige que o vídeo seja retirado do ar pelo YouTube, Facebook e sites que compartilharam a notícia. 

Protestos generalizados
Antes do posicionamento do órgão, pessoas já haviam protestado em frente ao museu e em vídeos compartilhados nas redes sociais com a tag “Nem esquerda, nem direita: queremos respeito”.

O MP ressalta que a investigação não tem caráter de censura. “Isso não pode ser confundido com censura, ou vontade de censurar e nem se pode ignorar a função provocativa da arte, mas, devemos atentar para o cumprimento do ECA, em especial o artigo 75”, relata o texto, se referindo ao trecho do ECA que recomenda que “toda criança ou adolescente terá acesso às diversões e espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa etária”.

Uma das pessoas que enviou denúncia ao órgão, teve sua reclamação reproduzida no documento. “Venho por meio deste me manifestar e denunciar a pedofilia, promiscuidade e o abuso sexual. E incentivo deste, patrocinado pelo MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo, que, de maneira sutil e criminosa permitiu a entrada de criança, e a exposição de nudismo diante dos olhos da mesma, segundo eles com o consentimento da mãe, ferindo a constituição e as leis de proteção aos menores”, denuncia o trecho publicado na investigação.

Museu se defende
O MAM-Museu de Arte Moderna reitera que a apresentação não tem conteúdo erótico e que a sinalização indicativa da nudez na performance está claramente visível para orientação do público.
“A obra é inspirada na escultura Bicho da artista Lygia Clark. Esclarecemos que a criança que aparece no vídeo que circula nas redes sociais não integrava a performance e participou das interações sob supervisão de sua mãe”, comentou o Museu em nota publicada no Facebook. Dados oriundos do R7.

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