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Mais da metade das startups de Joinville nascem em programas de inovação
13 de Maio de 2022

Mais da metade das startups de Joinville nascem em programas de inovação

Fundadores de negócios compartilham suas experiências em jornada promovida pelo Join.Valle

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Segundo o Mapeamento de Startups de 2022, 61% das startups de Joinville nascem em programas de fomento à inovação. Exemplo de iniciativa que tem impulsionado esses negócios é a Jornada de Empreendedorismo, Desenvolvimento e Inovação (JEDI), promovida pelo Join.Valle.

O programa, que está com inscrições abertas até amanhã (17) para a 8ª edição, busca incentivar a geração de novas empresas com ênfase em problemas relevantes do mercado e da sociedade. Uma delas é a DBM Eletrotech, que começou com o projeto de um equipamento de eletrofiação concebido em um trabalho de conclusão de curso (TCC) por professores e um estudante da universidade UniSociesc. Em 2019, a equipe participou do JEDI para o desenvolvimento de uma membrana eletrofiada a partir de nanofibras, com potencial para aplicação em curativos para queimaduras ou lesão por pressão. No mesmo ano, conquistaram o primeiro lugar na categoria empresa do Prêmio de Inovação de Joinville 2019.

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“O mundo JEDI é amplo e possibilita passear em várias áreas, ampliando sua visão do negócio. Conhecemos pessoas que foram importantíssimas para o crescimento da empresa, como um mentor de um hospital que nos auxiliou no produto voltado para a saúde e uma mentora que até hoje nos dá assessoria em regulamentação e processo documental”, relata Márcia Duarte, CEO da DBM. “Participar da jornada possibilitou que outros conhecessem a startup, a inserindo no ecossistema”.

Nos anos seguintes, a DBM participou dos programas de aceleração Inovativa Brasil e Mulheres Inovadoras, dos quais recebeu o selo de conclusão. A empresa também recebeu recurso da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), da FAPESC e uma bolsa do Programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE) do CNPq. Atualmente, a startup vende equipamento de eletrofiação e realiza P&D de membranas eletrofiadas que podem ser aplicada na área da saúde, veterinária, têxtil, sensores, filtros, embalagens.

Além das vantagens que o network e as mentorias proporcionam aos participantes, a premiação em dinheiro e serviços do programa dá apoio ao crescimento das empresas que têm seus projetos aprovados. “Os seis meses de incubação abriram bastante nossa cabeça. Sem contar que ganhamos crédito em uma plataforma de serviços de computação em nuvem, com o qual rodamos nosso MVP há dois anos”, explica o CEO da Routech, que foi premiada ao final da jornada.

A Investcode, aprovada na edição online do programa, em 2020, também aproveitou a premiação para alavancar o negócio. “A jornada foi essencial para o nosso começo. Abrimos a empresa, passamos a utilizar um escritório parceiro do JEDI e a trabalhar em tempo integral”, conta João Paulo de Freitas, CEO da startup, que oferece uma plataforma web de viabilidade financeira que ajuda no desempenho econômico de incorporadoras, que são responsáveis pela construção e entrega de empreendimentos imobiliários.

Junto com Everton Boing e Lucas Arruda, Freitas chegou no programa com a ideia e um protótipo funcional. “Participar da iniciativa nos deu legitimidade e confiança para nos dedicarmos à startup. A energia que os fundadores aplicam ao negócio é muito importante no começo de uma empresa. Além disso, conhecer mentores, metodologias, desenvolvedores e outros fundadores faz a jornada acelerar e ser mais efetiva”, explica.

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