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Jovens acreditam que marcas podem fazer mais para incentivar responsabilidade financeira
22 de Março de 2025

Jovens acreditam que marcas podem fazer mais para incentivar responsabilidade financeira

Marcas do setor varejista não estão fazendo o suficiente

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Uma pesquisa recente revelou que 62% dos jovens entre 18 e 24 anos no Reino Unido acreditam que as marcas do setor varejista não estão fazendo o suficiente para ajudá-los a compreender os riscos do crédito. Além disso, dois terços apontam que as empresas não são transparentes sobre as armadilhas de diferentes opções de crédito.

O estudo foi divulgado como parte da campanha Money Talks 2025: The Youth Tax, que investiga as dificuldades financeiras enfrentadas pelos jovens e seu impacto na saúde mental.

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Por que isso é importante?

Os jovens adultos são especialmente vulneráveis ao endividamento, um problema agravado pelo aumento do custo de vida e pela inflação, que reduzem o poder de compra. Além disso, as redes sociais podem criar uma visão irrealista sobre riqueza e consumo.

“Campanhas em redes sociais são essenciais para as marcas, pois precisam estar onde os jovens estão. Recentemente, algumas grandes empresas anunciaram mudanças para estratégias lideradas por influenciadores. No entanto, é fundamental que isso seja feito com responsabilidade para evitar que mais jovens entrem em dívidas”, explica Olivia Wilton, gerente de insights da agência UM London, responsável pela pesquisa.

Principais descobertas

  • 50% dos jovens entrevistados afirmam que foram incentivados por marcas a usar crédito para pagar produtos e serviços;
  • 56% acreditam que as instituições financeiras encorajam o endividamento juvenil;
  • 52% sentem pressão das redes sociais para consumir e se encaixar em determinados padrões;
  • 43% relatam gastar além do que podem para acompanhar o estilo de vida de influenciadores;
  • 52% estão mais preocupados com dinheiro agora do que há um ano;
  • 27% dos jovens estão endividados – e, entre eles, 10% já tiveram pensamentos suicidas devido à situação financeira;
  • Um terço dos entrevistados admitiu ter se automutilado nos últimos 12 meses por preocupações com dinheiro e dívidas.

A pesquisa foi conduzida com 1.500 jovens adultos no Reino Unido pela agência de mídia UM, em parceria com a instituição de prevenção ao suicídio Campaign Against Living Miserably (CALM) e a plataforma de finanças MoneySuperMarket.

Foto: Pexels

Fonte: WARC

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