Uma pesquisa recente revelou que 62% dos jovens entre 18 e 24 anos no Reino Unido acreditam que as marcas do setor varejista não estão fazendo o suficiente para ajudá-los a compreender os riscos do crédito. Além disso, dois terços apontam que as empresas não são transparentes sobre as armadilhas de diferentes opções de crédito.
O estudo foi divulgado como parte da campanha Money Talks 2025: The Youth Tax, que investiga as dificuldades financeiras enfrentadas pelos jovens e seu impacto na saúde mental.
Por que isso é importante?
Os jovens adultos são especialmente vulneráveis ao endividamento, um problema agravado pelo aumento do custo de vida e pela inflação, que reduzem o poder de compra. Além disso, as redes sociais podem criar uma visão irrealista sobre riqueza e consumo.
“Campanhas em redes sociais são essenciais para as marcas, pois precisam estar onde os jovens estão. Recentemente, algumas grandes empresas anunciaram mudanças para estratégias lideradas por influenciadores. No entanto, é fundamental que isso seja feito com responsabilidade para evitar que mais jovens entrem em dívidas”, explica Olivia Wilton, gerente de insights da agência UM London, responsável pela pesquisa.
Principais descobertas
- 50% dos jovens entrevistados afirmam que foram incentivados por marcas a usar crédito para pagar produtos e serviços;
- 56% acreditam que as instituições financeiras encorajam o endividamento juvenil;
- 52% sentem pressão das redes sociais para consumir e se encaixar em determinados padrões;
- 43% relatam gastar além do que podem para acompanhar o estilo de vida de influenciadores;
- 52% estão mais preocupados com dinheiro agora do que há um ano;
- 27% dos jovens estão endividados – e, entre eles, 10% já tiveram pensamentos suicidas devido à situação financeira;
- Um terço dos entrevistados admitiu ter se automutilado nos últimos 12 meses por preocupações com dinheiro e dívidas.
A pesquisa foi conduzida com 1.500 jovens adultos no Reino Unido pela agência de mídia UM, em parceria com a instituição de prevenção ao suicídio Campaign Against Living Miserably (CALM) e a plataforma de finanças MoneySuperMarket.

Foto: Pexels
Fonte: WARC
